Países asiáticos decidiram na sexta reforçar seus estoques de medicamentos, compartilhar remessas essenciais e intensificar a vigilância contra o vírus H1N1, que representa uma "iminente ameaça sanitária" à região.
Ministros da Saúde dos dez países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), mais China, Japão e Coreia do Sul decidiram também criar uma linha direta de "alerta vermelho" e equipes de reação rápida para combater a dita "gripe suína".
Apesar do pequeno número de casos confirmados na Ásia, o secretário-geral da Asean, Surin Pitsuwan, alertou contra a complacência.
– Não podemos baixar a guarda. Uma pandemia continua sendo um desafio formidável para a região – declarou ele na reunião.
Em sua declaração conjunta, os ministros lembraram que a maior parte da produção de vacinas se concentra na América do Norte e na Europa, e é inadequada para uma pandemia.
– Apesar de outras regiões terem começado a adquirir a tecnologia para produzir vacinas contra a gripe 'influenza', o acesso a vacinas pandêmicas efetivas é um grande problema para a região –disse o grupo, pedindo a transferência de tecnologias para que a região produza seus próprios medicamentos.
Após os danos provocados pelas epidemias de Sars e gripe aviária nesta década, os governos asiáticos desta vez não estão deixando nada ao acaso.
O grupo aceitou considerar a "verificação de saída" em pessoas que deixem áreas afetadas, mas se opôs a restrições a viagens, o que seria "altamente perturbador para as comunidades global e regionais e representaria fortes impactos negativos sobre a atual crise econômica global".
Rio de Janeiro, 01 de Outubro de 2026
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