Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Às vésperas de deixar a ANP, Rego Barros faz balanço positivo

Quarta, 05 de Janeiro de 2005 às 17:01, por: CdB

A dez dias de deixar seu cargo como diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), o embaixador Sebastião do Rego Barros fez uma balanço positivo do setor nos três anos em que esteve à frente do órgão regulador. Inclusive elogiou a decisão do governo de manter a realização de uma licitação por ano para áreas de exploração de gás e petróleo.

"Uma (licitação) por ano está bem, mas no futuro pode haver mais de uma... Temos de fazer licitação bem feita. As nossas são exemplares e, no curto prazo, não há como fazer mais de uma (por ano), a não ser que tenha aumento de pessoal", afirmou ele, após fazer uma visita ao ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo.

No ano passado, Rego Barros trocou farpas com a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, quando houve a indicação de que a sétima rodada de licitações de áreas de exploração de petróleo poderia não acontecer em 2005. No fim de 2004, no entanto, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deu o sinal verde para que a nova venda aconteça, provavelmente em outubro próximo.

Por enquanto, não existe oficialmente a indicação de um substituto para Rego Barros à frente da ANP, tarefa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Especulava-se que o atual diretor Haroldo Lima poderia assumir o cargo. Caso um nome não seja indicado até o próximo dia 15, explicou Rego Barros, um diretor-geral substituto deve ser escolhido até uma decisão final.

"Depois do meu período de quarentena, devo voltar à universidade (para dar aulas)", adiantou ele.

Para o diretor-geral da ANP, a última rodada de licitações --que aconteceu em agosto passado-- foi a melhor de seu período, porque mostrou que tanto empresas nacionais como estrangeiras têm interesse no país.

Sobre fiscalização do setor, Rego Barros disse que também houve avanços, mas "menores do que gostaria". Ele criticou a falta de pessoal disponível para o trabalho, mas previu que a situação pode melhorar porque haverá concurso neste ano para novas contratações.

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