Rio de Janeiro, 10 de Setembro de 2026

As ruas respondem a ajuste burro e inviável

Sexta, 17 de Junho de 2011 às 03:55, por: CdB

As ruas européias, particularmente as de Atenas e cidades gregas nestes dias, respondem ao ajuste burro, impraticável e inútil que a Alemanha e a França impuseram a Grécia, Espanha e Portugal. Já a Islândia, na região Ártica, se recusou: fez um plebiscito e declarou moratória. Não topou cumprir política e pacote que, no fundo, é de ajuda aos bancos.

Como as exportações destes países europeus não têm como crescer, o ajuste que derruba violentamente a demanda interna leva a uma brutal recessão e a uma venda na bacia das almas de todos ativos deles, começando pelas empresas estatais, foco e objetivo dos bancos alemães.

Estes, aliás, são bem vilões nessa hitória, já que foram salvos da farra dos derivativos e do roubo da bolha imobiliária  americana pelo Estado alemão. O mesmo que com a força de sua economia impôs a Europa essa política - que muitos querem que apliquemos aqui - de corte nos gastos e investimentos, aumento de impostos e contribuições, corte de salários e beneficios dos trabalhadores, e fim de programas sociais.

Não contavam com a revolta das ruas


Só não contavam com a revolta das ruas e com rebelião dos jovens. E pasmem dos idosos! Basta ver as fotos e imagens na TV das manifestações em Atenas.

Enquanto isso, nos Estados Unidos o governo pratica uma política totalmente inversa à da Europa. Dá estímulos de todo tipo à economia, adota medidas anticíclicas, emite dólares e desvaloriza a moeda, exportando cada vez mais.

Mesmo assim a economia norte-americana, seus investidores e consumidores - estes, muito endividados - não dão mostras que vão voltar às compras. Daí o ritmo de tartaruga na recuperação da maior economia do mundo.

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