Calma tucanos, calma filiados ao PSDB, hoje uma minoria, já que a legenda há um bom tempo tornou-se um partido de hollerith, principalmente nos Estados onde governa, como por exemplo, São Paulo e Minas. O tucanato anunciou que define nos próximos dias e dentro de duas semanas conclui a elaboração das regras para as prévias de escolha do candidato deles a prefeito de São Paulo na eleição de 2012.
Calma, repito, porque a votação nas prévias não é para todos os filiados. Eles vão estabelecer uma limitação da data de filiação para os votantes na consulta. Como vocês se lembram, coerência é artigo raro no PSDB em matéria de prévias: pretendem adotá-las agora, mas recusaram-nas no ano passado, quando foi sugerida para a escolha do candidato presidencial da legenda entre os então governadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP). José levou a proposta em banho maria e a inviabilizou.
Os pré-candidatos a prefeito tucanos, entre assumidos e entre os que não querem nem ouvir falar em ser, são os de empre, citados já há um bom tempo, o senador Aloysio Nunes Ferreira Filho, os secretários de Estado Andrea Matarazzo e José Aníbal, e José Serra.
Este é o que não quer nem ouvir falar nessa história porque só quer disputar a Presidência da República em 2014. Mas, por enquanto, o único que se colocou oficialmente na disptua é o deputado Ricardo ripoli (PSDB-SP).
Com limitações como as que pretendem estabelecer, os tucanos vão terminar tendo prévias em que não são os filiados que votam e sim um eleitorado especial, uma aristocracia. É o chamado voto de elite. E quem votar terá que decidir entre nomes previamente lançados pela caciquia partidária. Parece, um pouco, com o Brasil império, ou com outras monarquias, onde o voto depende da renda, da data do nascimento, da de filiação...
Rio de Janeiro, 20 de Outubro de 2026
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