Rio de Janeiro, 18 de Outubro de 2026

As origens da crise que põe o mundo à beira do precipício

Sexta, 19 de Agosto de 2011 às 09:51, por: CdB

A origem da crise nas bolsas (despencando em todos os mercados mundiais) está mais do que identificada, mas seu agravamento tem causas mais do que conhecidas na paralisia politica dos Estados Unidos, na ação do Partido Republicano e de sua ala fundamentalista o Tea Party.

Além, inquestionavelmente, da piora da situação na Europa, também dividida politicamente à espera de eleições que devem desalojar os três principais chefes de governo europeus, Ângela Merkel, na Alemanha; Sílvio Berlusconi, na Itália; e Nicolas Sakorsy na França.

Assim, sem coordenação e liderança políticas, os países ocidentais vão perdendo a iniciativa e a hegemonia no mundo e abrindo espaço para os países emergentes. E para as reformas inevitáveis, que não fizeram depois da crise dos derivativos.

Pelo contrário, com novas medidas prudenciais estritas, e com emissões trilionárias - que estão entre as principais causas da crise atual - salvaram e protegeram seus bancos, lançando todo o peso do custo do ajuste nas costas dos trabalhadores e pequenas empresas.

O resultado está aí: a atual recessão, com uma onda de desemprego, revolta e pessimismo nunca vista. E mais, levaram a Europa à beira do precipício, como afirma um de seus ex-dirigentes, Jacques Delors.  

O euro e a Europa estão à beira do precipício

"Abram seus olhos: o euro e a Europa estão à beira do precipício". É esse alerta é de ninguem menos que o ex-presidente da Comissão Europeia (1985-1994), Jacques Delors, em entrevista públicada com chamada na 1ª página do jornal belga Le Soir e veiculada, ao mesmo tempo, jornal suíço Le Temps.

"Para evitar uma queda, a escolha parece clara para mim: ou os Estados membros aceitam a robusta parceria econômica que sempre pedi ou transferem mais poderes para a União Européia (UE)", completou o ex-dirigente da CE. Delors mostrou-se assim, apocalíptico, ao analisar as propostas conjuntas da chanceler da Aleamanha, Ângela Merkel e do presidente da França, Nicolas Sarkozy, para reforçar a governança econômica na zona do euro.

Considerou-as inuteis. Para Delors, Merkel e sarkozy - que fizeram uma reunião sobre governança na zona do euro 3ª feira pp. - , estão brincando ao defender "um volume mínimo de cooperação destinada a limitar qualquer transferência de soberania" a Bruxelas (sede da Comunidade). O ex-dirigente europeu insistiu que as ideias de reforma da zona do euro sugeridas por Merkel e Sarkozy não valem nada. E criticou, também, a ideia de criação de um Ministério de Finanças da zona do euro.

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