Durante os últimos meses, Kilis foi atacada por várias vezes a partir do território sírio que está sob o controle do EI
Por Redação, com Sputnik Brasil - de Ancara:
A artilharia turca lançou fogo de resposta contra as posições do grupo terrorista Estado Islâmico no norte da Síria, de onde foi atacada a cidade de Kilis, informou nesta quinta-feira o canal televisivo turco NTV.
Criança
Um menino yazidi conseguiu escapar dos terroristas do grupo Estado Islâmico e contou a sua história à agência russa de notícias Sputnik.
– Eu vivia com medo, fome e violência. Eu fui ensinado a atirar de fuzil por militantes do EI, que nos diziam que, após o ensino, nós iríamos para Sinjar e começaríamos a matar yazidis. Eles diziam que sem a religião nós somos kafirs – contou o menino.
Em 3 de agosto, Ayman Sharaf Khaji, de 11 anos de idade, foi capturado juntamente com a sua família e milhares de outros yazidis pelos terroristas na cidade de Sinjar.
As crianças capturadas foram chamadas de “filhotes de tigre do califado” porque “filhote de tigre” é a tradução direta da palavra árabe “asbal” (أشبال), que é usada para indicar crianças de tenra idade.
Os terroristas capturam crianças para depois usá-las como homens-bomba ou como escudo vivo durante combates.
Além de ensinar os reféns a montar e desmontar fuzis Kalashnikov, os terroristas também fizeram as crianças passar por lavagem ao cérebro, incutindo-lhes ideias religiosas extremistas.
Um dia, Abu Azzam, que era responsável por nossa preparação no campo, me pediu para ler o Alcorão. Eu disse que ainda não conseguia. Então eu e outro menino fomos levados a um chefe muito gordo chamado Mohammed que nos fechou num armazém muito estreito sem luz. Pouco tempo depois, outros 4 meninos foram levados no armazém vizinho e foram fechados lá semelhante a nós. Todos os eles morreram asfixiados”.
Esta história aconteceu enquanto Ayman estava na cidade de Tall Afar, na província de Ninawa (Iraque). Antes disso, o menino com a sua família havia sido transferido para a prisão de Badosh, localizada perto de cidade de Mossul.
A segunda prisão só tinha crianças, mulheres e idosos. Eles tinham fome, viviam em condições antisanitárias. De acordo com Ayman, eles, um grupo de 34 pessoas, tentaram escapar três vezes, mas uma criança sempre começava chorando e eles tinham que retornar discretamente. Enfim conseguiram escapar e atingir a província de Dadukh onde foram encontrados por milícias yazidis.
Atualmente Ayman Sharaf Khaji e a sua família vivem no campo de refugiados de Sharya, no norte do Iraque. O menino espera conseguir ir à Alemanha e receber o estatuto de refugiado.