Rio de Janeiro, 20 de Agosto de 2026

Artilharia turca dispara contra posições do Estado Islâmico

A artilharia turca lançou fogo de resposta contra as posições do grupo terrorista Estado Islâmico no norte da Síria, de onde foi atacada a cidade de Kilis

Quinta, 07 de Abril de 2016 às 08:51, por: CdB

 

Durante os últimos meses, Kilis foi atacada por várias vezes a partir do território sírio que está sob o controle do EI

  Por Redação, com Sputnik Brasil - de Ancara:
  A artilharia turca lançou fogo de resposta contra as posições do grupo terrorista Estado Islâmico no norte da Síria, de onde foi atacada a cidade de Kilis, informou nesta quinta-feira o canal televisivo turco NTV.
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A artilharia turca lançou fogo de resposta contra as posições do grupo terrorista Estado Islâmico no norte da Síria
A mídia turca informou que dois projéteis lançados do território sírio explodiram no centro de Kilis. Em resultado de ataque, três pessoas ficaram feridas. O disparo foi realizado nesta quinta-feira às 8h45 (horário local). Todos os feridos foram levados para o hospital. O local do incidente foi cercado pela polícia. Durante os últimos meses, Kilis foi atacada por várias vezes a partir do território sírio que está sob o controle do EI. Como resultado de um dos ataques no início de março, morreram na cidade dois civis. Não é a primeira vez que a Turquia efetua fogo de resposta contra o grupo terrorista.

Criança

Um menino yazidi conseguiu escapar dos terroristas do grupo Estado Islâmico e contou a sua história à agência russa de notícias Sputnik.

– Eu vivia com medo, fome e violência. Eu fui ensinado a atirar de fuzil por militantes do EI, que nos diziam que, após o ensino, nós iríamos para Sinjar e começaríamos a matar yazidis. Eles diziam que sem a religião nós somos kafirs – contou o menino. Em 3 de agosto, Ayman Sharaf Khaji, de 11 anos de idade, foi capturado juntamente com a sua família e milhares de outros yazidis pelos terroristas na cidade de Sinjar. As crianças capturadas foram chamadas de “filhotes de tigre do califado” porque “filhote de tigre” é a tradução direta da palavra árabe “asbal” (أشبال), que é usada para indicar crianças de tenra idade.
Os terroristas capturam crianças para depois usá-las como homens-bomba ou como escudo vivo durante combates. Além de ensinar os reféns a montar e desmontar fuzis Kalashnikov, os terroristas também fizeram as crianças passar por lavagem ao cérebro, incutindo-lhes ideias religiosas extremistas. Um dia, Abu Azzam, que era responsável por nossa preparação no campo, me pediu para ler o Alcorão. Eu disse que ainda não conseguia. Então eu e outro menino fomos levados a um chefe muito gordo chamado Mohammed que nos fechou num armazém muito estreito sem luz. Pouco tempo depois, outros 4 meninos foram levados no armazém vizinho e foram fechados lá semelhante a nós. Todos os eles morreram asfixiados”. Esta história aconteceu enquanto Ayman estava na cidade de Tall Afar, na província de Ninawa (Iraque). Antes disso, o menino com a sua família havia sido transferido para a prisão de Badosh, localizada perto de cidade de Mossul. A segunda prisão só tinha crianças, mulheres e idosos. Eles tinham fome, viviam em condições antisanitárias. De acordo com Ayman, eles, um grupo de 34 pessoas, tentaram escapar três vezes, mas uma criança sempre começava chorando e eles tinham que retornar discretamente. Enfim conseguiram escapar e atingir a província de Dadukh onde foram encontrados por milícias yazidis. Atualmente Ayman Sharaf Khaji e a sua família vivem no campo de refugiados de Sharya, no norte do Iraque. O menino espera conseguir ir à Alemanha e receber o estatuto de refugiado.  
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