Os Estados Unidos e o Japão expressaram no sábado "grande preocupação" em relação à recusa da Coréia do Norte em retomar as negociações sobre o desmantelamento do arsenal nuclear assumido pelo governo norte-coreano.
Em uma declaração conjunta emitida em Washington depois de uma reunião de gabinete sobre a aliança estratégica de segurança entre o Japão e os Estados Unidos, os dois aliados também pediram à Coréia do Norte para retornar incondicionalmente às negociações que também envolvem a Coréia do Sul, a China e a Rússia.
"Está realmente na hora dos norte-coreanos retomarem esta preocupação e retornarem às negociações", disse a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, em uma coletiva da imprensa, depois que ela e o secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, se reuniram com os representantes japoneses.
A Coréia do Norte resiste há vários meses em retomar as negociações, que oferecem ao país ajuda em energia e garantias de que não será atacado, em troca do desmantelamento de seu programa nuclear. O país, descrito pelo presidente George W. Bush como sendo parte de um "eixo do mal", junto com o Irã e o Iraque antes da guerra no Golfo Pérsico, admitiu pela primeira vez, no dia 10 de fevereiro, o fato de possuir armas nucleares.
O governo norte-coreano argumenta que precisa delas para deter a estratégia externa hostil dos Estados Unidos. O país também anunciou em um comunicado que estava se retirando das negociações.
"A secretária de Estado norte-americana e o ministro das Relações Exteriores do Japão deixaram claro sua grande preocupação em relação à declaração da Coréia do Norte", disseram as duas nações no comunicado especial emitido no sábado.