Governador cassado do Distrito Federal, José Roberto Arruda deixou o Hospital das Forças Armadas, na manhã desta sexta-feira, e retornou à Superintendência da Polícia Federal (PF), onde continuará preso. Arruda estava internado desde a manhã de quinta-feira, quando foi submetido a um cateterismo para desobstrução de uma das artérias do coração.
Boletim médico divulgado na última tarde pelo hospital informa que um exame identificou uma obstrução parcial em uma das artérias do coração de Arruda. Também foi verificado outro problema, de grau discreto, na ventriculografia, exame que permite avaliar a força da contração das paredes do coração.
O ex-governador está preso desde o dia 11 de fevereiro, na Superintendência da PF. Ele é acusado de subornar uma testemunhas do inquérito em andamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para apurar denúncias de um suposto esquema de corrupção que envolve autoridades do governo do Distrito Federal, deputados distritais e empresários.
Ainda na véspera, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Fernando Gonçalves, negou pedido de prisão hospitalar feito pelos advogados do governador afastado José Roberto Arruda (sem partido). O ministro entendeu que o laudo médico apresentado pela defesa não comprova a necessidade de prisão hospitalar de Arruda que foi submetido hoje a um cateterismo.
Segundo a assessoria do STJ, assim que tiver alta médica hospitalar, o governador voltará para a Superintendência da Polícia Federal (PF), onde está preso preventivamente por tentar corromper uma testemunha do esquema de corrupção desmontado na Operação Caixa de Pandora da PF. Os advogados de Arruda já impetraram um pedido de prisão domiciliar que ainda não foi analisado pelo ministro Fernando Gonçalves. O pedido foi remetido à Procuradoria-Geral da República (PGR) que dará um parecer.
Outro pedido feito pelos advogados tenta revogar a prisão preventiva decretada pelo STJ. O parecer da PGR, remetido ao STJ nesta sexta-feira, apóia a manutenção da prisão. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, avalia que o governador deve continuar preso até o fim das investigações da Operação Caixa de Pandora. A PGR requereu, ainda, ao STJ a prorrogação do prazo das investigações por mais 30 dias.