Os grandes arrozeiros que permanecem na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, insuflam a população com mentiras e incitam a prática de crimes. Essa é a convicção do novo superintendente da Polícia Federal (PF) no Estado, José Maria Fonseca, que assume o cargo na iminência de um confronto entre a força policial e o grupo de moradores que montou uma base de resistência na Vila Surumu, a fim de evitar a retirada dos não-índios.
Um grupo pequeno, que tem interesse econômico na área, engana as pessoas com inverdades, distorce os fatos e danifica bens públicos de forma que, quando vierem as chuvas, será praticamente impossível transitar naquela região - afirmou Fonseca, que disse encarar com naturalidade o envolvimento em uma missão do porte da Operação Upatakon 3.
O superintendente descreveu ainda a utilização de táticas de guerrilha pelos manifestantes.
– Eles têm usado coquetel molotov, bombas e pranchas com pregos para impedir o tráfego de viaturas na estrada de acesso – observou.
Fonseca também condenou o que chamou de “uso de índios, velhos e crianças como escudo” por parte dos mentores da resistência. E garantiu que a punição chegará aos responsáveis.
– Serão usados todos os rigores da lei. A PF não vai tolerar isso, porque reverte o comportamento das pessoas e incita a prática de crimes e a desobediência civil, concluiu.
Arrozeiros incitam crimes em reserva indígena, diz superintendente da PF
Terça, 08 de Abril de 2008 às 07:02, por: CdB