A presidente das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo, suspendeu nesta sexta-feira o estado de emergência decretado no país uma semana atrás, depois de chefes de serviços de segurança terem afirmado que o perigo de uma nova tentativa de golpe havia diminuído. Um congressista de esquerda e um tenente do Exército enfrentam acusações de rebelião. E a promotoria ainda investiga denúncias contra outros cinco legisladores de esquerda, três tenentes e dois soldados da reserva.
Muitos analistas suspeitam que Arroyo tenha exagerado a tentativa de golpe para permitir que as forças de segurança agissem contra os inimigos dela. Segundo esses analistas, a operação não conseguiu colocar fim à disputa pelo poder dentro da elite filipina e nem apaziguar as Forças Armadas. Duas pequenas bombas explodiram em Manila, perto do quartel-general de uma equipe de elite da polícia e uma área comercial, cerca de 75 minutos antes de a presidente ter anunciado o fim do estado de emergência.
As explosões não deixaram vítimas, mas alimentaram temores de que as medidas de exceção continuassem em vigor.
Segundo a política, as bombas caseiras não eram motivo para alarme. Mas a segurança voltou a ser objeto de preocupação depois de rebeldes comunistas terem matado três policiais em uma emboscada perto do balneário de Puerto Galera, um importante centro turístico do país.
- Acredito firmemente que a ordem foi restabelecida. É importante que nossos inimigos políticos e oportunistas parem de prejudicar a economia e a provocar embaraços para as Filipinas. Nunca vou permitir esse tipo de manobra - afirmou Arroyo, que sobreviveu a uma tentativa de impedimento no ano passado em meio a acusações de fraude eleitoral e corrupção.
A presidente decretou o regime de emergência na sexta-feira passada, a fim de confrontar o que classificou como uma conspiração para tirá-la do poder.