Arrecadação federal atinge recorde de R$ 84,212 bilhões em setembro
A arrecadação federal atingiu R$ 84,212 bilhões no mês passado, recorde para meses de setembro, ajudada em parte pelo efeito da desvalorização do dólar em relação ao real em tributos vinculados à importação.
A arrecadação federal atingiu R$ 84,212 bilhões no mês passado
A arrecadação federal atingiu R$ 84,212 bilhões no mês passado, recorde para meses de setembro, ajudada em parte pelo efeito da desvalorização do dólar em relação ao real em tributos vinculados à importação, mas o fraco resultado no acumulado do ano fez o governo piorar a estimativa para o recolhimento de impostos em 2013.
A arrecadação de setembro, informada nesta terça-feira pela Receita Federal, teve alta real de 1,71% sobre igual mês do ano passado, e veio em linha com pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters com analistas, cuja mediana das expectativas era de que a arrecadação somaria R$ 85 bilhões no mês passado.
O destaque em setembro foi a alta real de 20,54 % no recolhimento do Imposto de Importação e de 3 % no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) vinculado à importação.
Esses aumentos decorreram, conforme informou a Receita, da alta de 11,95% na taxa média de câmbio no mês passado em relação ao mesmo mês de 2012 e do crescimento de 5,41% no valor em dólar das importações.
Piora da previsão
No acumulado do ano até setembro, o recolhimento de tributos soma R$ 806,446 bilhões, com alta de apenas 0,89% em relação a igual período do ano passado. Diante do resultado, secretário-adjunto da Receita Federal, Luiz Fernando Nunes, informou que reduziu para em cerca de 2,5%, ante 3%, a previsão de alta real para a arrecadação administrada que exclui a arrecadação vinda de outros órgãos e responde por cerca de 98% do total de receitas neste ano.
De janeiro e setembro, as receitas administradas tiveram teve alta real de 1,19%, sobre o mesmo período de 2012.
No início do ano, o órgão projetou que a receita total mostraria aumento real em torno de 3,5% em 2013, cálculo que chegou a ser reduzido a cerca de 3%. Nunes, no entanto, não apresentou estimativa para a arrecadação total.
Segundo ele, essa estimativa não considera o eventual ingresso de receita extra com o refinanciamento de dívidas tributárias atrasadas de empresas adotado pelo governo para reforçar o caixa nos últimos meses do ano.
Desonerações
O secretário-adjunto disse que a piora na previsão de crescimento real na arrecadação administradas leva em conta a baixa expansão da economia e as fortes desonerações feitas pelo governo para estimular a atividade.
De janeiro a setembro, as desonerações tributárias provocaram renúncia de R$ 58,109 bilhões.
A arrecadação quase estagnada e a necessidade de reforçar o caixa para cumprir a meta ajustada de superávit primário de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB), levaram o governo a aceitar parcelar débitos tributários das empresas, com expectativa de arrecadação extra entre R$ 7 bilhões e R$ 12 bilhões nos últimos meses do ano.
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