Uma equipe de arqueólogos escavou este ano em Luxor o terceiro colosso de Memnon, com quase 3.500 anos, juntando-se a outros dois que figuram entre os mais importantes achados arqueológicos e atrações turísticas do Egito. Os arqueólogos, a espanhola Miryam Seco e os alemães Hourig Sourouzian e Rainer Stadelmann, voltaram a trazer à luz este monumento após três milénios de esquecimento. À semelhança da famosa dupla de esculturas monumentais, o novo colosso representa Amenofis III e faz parte do templo funerário que esse faraó erigiu na antiga Karnak, a sul do Cairo, e o maior do Império Novo, entre os séculos XVI e XI antes de Cristo. Com doze metros de altura, a estátua estava enterrada na areia, ao contrário das outras duas. A escavação, que se prolongou de Novembro de 2002 a Janeiro de 2003, faz parte do projeto de converter o templo num museu ao ar livre onde o visitante possa admirar, no local, os restos de uma construção que marcou a Antiguidade. Situado na orla ocidental do rio Nilo, próximo ao Vale dos Reis, o templo fúnebre de Amenofis III estendia-se ao longo de 500 metros. Um dos maiores desafios da missão consiste em localizar uma escultura de um hipopótamo branco de alabastro com dois metros de comprimento e cuja existência foi revelada pela equipe anterior de arqueólogos que trabalhou na zona nos anos 60. Após descobrir a escultura, aqueles especialistas voltaram a enterrá-la para a preservar das intempéries, embora sem deixar provas documentais do local onde a sepultaram.
Arqueólogos desenterram colosso de Memnom
Domingo, 04 de Maio de 2003 às 13:33, por: CdB