Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Arqueólogos descobrem cidade Maia no México

Domingo, 23 de Junho de 2013 às 01:56, por: CdB
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Uma das estelas encontradas na cidade Maia recém-descoberta por exploradores
O Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH), do México, confirmou neste domingo a descoberta anunciada no início da semana passada por um grupo internacional de arqueólogos que descobriu, em Campeche, no leste do país, uma antiga cidade Maia que dominou uma vasta região há 1.400 anos. A cidade "permaneceu oculta na selva" durante séculos, até ser descoberta há duas semanas por uma equipe de arqueólogos que a batizou de Chactún, o que significa 'Pedra Vermelha' ou 'Pedra Grande' em Maia. Parte do sítio arqueológico de Chichen Itza no Estado de Yucatán, México, em dezembro de 2012 (Foto: Pedro Pardo / AFP)  A cidade Maia, situada entre as regiões de Rio Bec e Chenes, tem mais de 22 hectares e viveu seu esplendor entre os anos 600 e 900. – É definitivamente um dos maiores sítios das Terras Baixas Centrais –da civilização Maia, disse Ivan Sprajc, arqueólogo do Centro de Pesquisas Científicas da Academia Eslovena de Ciências e Artes, que liderou a expedição. A descoberta foi possível graças à análise de fotos aéreas de vestígios arquitetônicos, explicou Sprajc. São as estelas (monólitos; espécie de coluna) e altares que melhor refletem o esplendor da cidade contemporânea de urbes Maias como Calakmul, Becán e El Palmar, destacou o INAH. Inscrições em uma das estelas contam que o governante K'inich B'ahlam "cravou a Pedra Vermelha (ou Pedra Grande) no ano de 751", o que levou os cientistas a chamar a cidade de Chactún. O sítio conta com numerosas estruturas de tipo piramidal, de até 23 metros de altura, assim como dois campos de jogo de pelota, pátios, praças, monumentos e residências. Segundo o arqueólogo, o achado pode esclarecer a relação entre as regiões de Rio Bec e Chenes, assim como seu vínculo com a dinastia Kaan estabelecida em Calakmul. A expedição foi financiada pela National Geographic Society e pelas empresas austríaca Villas e eslovena Ars longa. O México ainda tenta se redimir, perante a comunidade científica internacional, pela destruição de uma pirâmide maia por uma escavadeira.
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