Rio de Janeiro, 31 de Janeiro de 2026

Arqueólogos acham 'centro de ouro' de civilização no Nilo

Terça, 19 de Junho de 2007 às 19:05, por: CdB

Arqueólogos americanos anunciaram ter encontrado um centro de processamento de ouro e um cemitério antigo às margens do rio Nilo, no norte do Sudão.

As descobertas estão relacionadas ao reino de Kush, que se desenvolveu há mais de quatro mil anos e é tido por estudiosos como uma das primeiras civilizações negras da África.

Foram encontradas mais de 55 pedras que, segundo os cientistas, eram usadas para moer minério com ouro, possibilitando a posterior extração do metal.

Para os cientistas, as descobertas, na região conhecida na antiguidade como Núbia, comprova que o império era maior que o imaginado, chegando mesmo a rivalizar com o Egito Antigo.

As novas escavações mostram que o reino de Kush se estendeu por até 1,2 mil quilômetros ao longo do Nilo.

As descobertas foram feitas na região de Hosh el-Geruf, a cerca de 350 quilômetros da capital sudanesa, Cartum, durante um esforço dos pesquisadores para encontrar e salvar relíquias e documentar ruínas de interesse arqueológico.

Por causa da construção de uma represa, no ano que vem Hosh el-Geruf irá desaparecer nas profundezas de um lago de 160 quilômetros de comprimento por 3 quilômetros de largura, forçando cerca de 50 mil moradores da região a deixar suas casas.

Conquista

- A Núbia era conhecida por seus depósitos de ouro -, disse à agência de notícias National Geographic News o arqueólogo Geoff Emberling, do Instituto de Estudos Orientais da Universidade de Chicago.

Segundo ele, os egípcios conquistaram os kush durante o Império Novo no Egito, entre 1539 a.C. e 1075 a.C., levando "centenas, se não milhares, de quilos de ouro a cada ano" em taxas.

- Mesmo hoje, garimpar ouro é uma atividade tradicional nesta área -, acrescentou seu colega, Bruce Williams.

Perto do centro de processamento de ouro, os arqueólogos descobriram cerca de 90 tumbas.
 

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