Arqueólogos americanos anunciaram ter encontrado um centro de processamento de ouro e um cemitério antigo às margens do rio Nilo, no norte do Sudão.
As descobertas estão relacionadas ao reino de Kush, que se desenvolveu há mais de quatro mil anos e é tido por estudiosos como uma das primeiras civilizações negras da África.
Foram encontradas mais de 55 pedras que, segundo os cientistas, eram usadas para moer minério com ouro, possibilitando a posterior extração do metal.
Para os cientistas, as descobertas, na região conhecida na antiguidade como Núbia, comprova que o império era maior que o imaginado, chegando mesmo a rivalizar com o Egito Antigo.
As novas escavações mostram que o reino de Kush se estendeu por até 1,2 mil quilômetros ao longo do Nilo.
As descobertas foram feitas na região de Hosh el-Geruf, a cerca de 350 quilômetros da capital sudanesa, Cartum, durante um esforço dos pesquisadores para encontrar e salvar relíquias e documentar ruínas de interesse arqueológico.
Por causa da construção de uma represa, no ano que vem Hosh el-Geruf irá desaparecer nas profundezas de um lago de 160 quilômetros de comprimento por 3 quilômetros de largura, forçando cerca de 50 mil moradores da região a deixar suas casas.
Conquista
- A Núbia era conhecida por seus depósitos de ouro -, disse à agência de notícias National Geographic News o arqueólogo Geoff Emberling, do Instituto de Estudos Orientais da Universidade de Chicago.
Segundo ele, os egípcios conquistaram os kush durante o Império Novo no Egito, entre 1539 a.C. e 1075 a.C., levando "centenas, se não milhares, de quilos de ouro a cada ano" em taxas.
- Mesmo hoje, garimpar ouro é uma atividade tradicional nesta área -, acrescentou seu colega, Bruce Williams.
Perto do centro de processamento de ouro, os arqueólogos descobriram cerca de 90 tumbas.
Arqueólogos acham 'centro de ouro' de civilização no Nilo
Terça, 19 de Junho de 2007 às 19:05, por: CdB