Rio de Janeiro, 20 de Agosto de 2026

Armas iraquianas estariam sendo utilizadas em ataques

Terça, 14 de Outubro de 2003 às 09:06, por: CdB

Os dois atentados suicidas recentemente realizados aqui e virtualmente todos os demais ataques contra os soldados americanos e iraquianos teriam sido realizados com explosivos e material retirado dos depósitos do antigo Exército de Saddam. Estes depósitos são maiores que o anteriormente estimado e permanecem, em sua maioria, sem nenhuma proteção das tropas americanas. As informações foram confirmadas por autoridades aliadas na segunda-feira.   

O problema dos depósitos é consideravelmente maior que o estimado anteriormente, segundo afirmou uma autoridade aliada.

Os militares americanos agora afirmam que o Exército do Iraque possuía quase um milhão de toneladas em armas e munição, estimativa que contraria as 650,000 toneladas que o general John P. Abizaid (comandante americano para a região do Golfo Pérsico) estimou apenas duas semanas atrás.

Em entrevistas, as autoridades civis e militares e até de outros países expressaram preocupação quanto ao potencial dos atacantes com acesso aos depósitos de armas gerando violência e insegurança.

Segundo as autoridades, elas estariam recebendo informações dos ataques de várias fontes - quem são os responsáveis e onde eles estão obtendo suas munições. Entre as fontes mais úteis estariam possíveis atacantes que, segundo afirmaram aqueles oficiais, foram impedidos de realizar suas missões.

Os oficiais se mostraram deliberadamente vagos quanto ao número de ataques contidos, pois temem assustar a população local, que já está nervosa. Mas uma autoridade disse que vários ataques com carros-bomba foram evitados nas últimas semanas, sugerindo que o número é significativo.

As autoridades também afirmam que Saddam estocou ao menos 5,000 mísseis portáteis. E que menos de um terço havia sido recuperado. Eles acreditam que muitos foram contrabandeados e caíram nas mãos das organizações terroristas.

Não há soldados americanos suficientes aqui para encontrar as armas e protegê-las para que possam ser inutilizadas, indicam as autoridades. Uma companhia americana, a Raytheon, foi contratada para destruir as armas, mas somente iniciará os trabalhos em dezembro, segundo informou uma autoridade.

"Há mais instalações e não temos capacidade para protegê-las", afirmou um oficial aliado. "Nós estamos destruindo-as, mas nós encontramos mais armas diariamente".

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