Parentes e amigos das vítimas de um incêndio em uma boate de Buenos Aires que já deixou 182 mortos se mobilizaram, no domingo à noite, para protestar contra as autoridades pela falta de controle do local e pedir que os responsáveis sejam punidos.
Mais de 260 dos 726 feridos continuam hospitalizados e 117 deles estão em estado crítico. O incêndio começou na quinta-feira por volta da meia-noite, quando centenas de pessoas ficaram presas e sofreram de asfixia ao tentar fugir do local, cujas portas de emergência estavam bloqueadas.
Os manifestantes pediam a renúncia do prefeito de Buenos Aires, Aníbal Ibarra.
A maior parte das vítimas era de adolescentes, mas também morreram crianças e bebês pois, segundo testemunhas, funcionava no lugar um berçário improvisado no banheiro de mulheres, onde os pais deixavam seus filhos para assistir ao show.
Devido às críticas, Ibarra voltou no domingo a anunciar medidas para intensificar o controle de segurança em clubes noturnos, que não poderão reabrir suas portas se não tiverem novos certificados para a prevenção de incêndios.