Os argentinos voltaram às ruas para demonstrar sua insatisfação contra a conversão dos depósitos bancários em dólar para pesos. O governo anunciou que a taxa de conversão será de 1,40 peso por cada dólar. O valor é inferior à atual cotação do dólar livre, que está em torno de dois pesos, mas não foi o bastante para acalmar os ânimos. Os jornais locais acusaram o presidente Eduardo Duhalde de quebrar a promessa feita em sua posse de manter o valor dos depósitos bancários, pouco depois de o governo anterior ter limitado os saques em dinheiro. Acredita-se que a medida possa aumentar ainda mais a diferença entre ricos - que possivelmente tiveram a oportunidade de enviar dólares para o exterior e mantiveram o valor de suas economias - e pobres. Quando tomou posse, Duhalde disse que as contas bancárias com saldos em dólar não teriam seus valores convertidos para pesos. Ele havia declarado que os bancos entregariam dólares a quem tivesse depositado dólares e pesos aos que tinham contas em pesos. Após mais de 10 anos de câmbio fixo, cerca de 67% dos depósitos bancários argentinos eram em dólar. Em entrevista ao jornal Clarín, de Buenos Aires, o ministro da Economia, Jorge Remes Lenicov, disse que os argentinos foram enganados. "As pessoas depositavam pesos, mas eram enganadas e diziam que eles eram convertidos em dólares. Dessa forma, a Argentina chegou ao cúmulo de criar dólares que na realidade não existiam. Esses dólares não existem", declarou Lenicov.
Argentinos protestam contra "pesificação" da economia
Os argentinos voltaram às ruas para demonstrar sua insatisfação contra a conversão dos depósitos bancários em dólar para pesos. O governo anunciou que a taxa de conversão será de 1,40 peso por cada dólar. O valor é inferior à atual cotação do dólar livre, que está em torno de dois pesos, mas não foi o bastante para acalmar os ânimos.
Segunda, 21 de Janeiro de 2002 às 20:23, por: CdB