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A Argentina pediu na segunda-feira a um juiz norte-americano que suspenda uma ordem de pagamento a detentores de dívida que não participaram de uma reestruturação da dívida do país após o default de 2002, no momento em que se busca uma "solução global".
Diante do prazo de 30 de julho para chegar a um acordo ou enfrentar novo default, a Argentina apresentou documentos a um juiz federal de Nova York para pedir a suspensão da decisão que estabelece o pagamento a crededores de US$ 1,33 bilhão mais juros.
A Argentina, que vem participando de negociações para chegar a uma solução, afirmou que qualquer acordo deve levar em conta outros detentores de títulos e também uma cláusula em seus títulos reestruturados que lhe permitiria contrair mais dívidas.
"Enquanto continuam esses riscos, também permanecem a necessidade e pertinência de uma suspensão (da ordem)", escreveram os advogados da Argentina. Não é a primeira vez que a Argentina pede uma medida cautelar, o que já foi rechaçado pelo juiz distrital norte-americano Thomas Griesa.
Nesta terça-feira, Griesa deve ouvir uma série de pedidos da Argentina, detentores de títulos e instituições financeiras sobre a aplicação de sua ordem que exige o pagamento aos credores.
'Pilhagem'
A presidenta da Argentina Cristina Kirchner já havia afirmado que seu país tem sido alvo de “pilhagem internacional financeira” em relação ao pagamento de sua dívida pública. O governo argentino tem até o dia 30 deste mês para fechar um acordo com os credores que não aceitaram os termos das negociações da dívida argentina, em uma disputa que deixa a terceira maior economia da América Latina à beira do segundo calote em 12 anos.
– Acreditamos que se deve terminar com este tipo de pilhagem internacional em matéria financeira como hoje pretendem fazer contra a Argentina e como vão pretender fazer, seguramente, contra outros países do planeta – disse a presidenta em recente viagem ao Brasil.
Cristina esteve em Brasília para participar da VI Cúpula do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), no Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores.
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