Os argentinos realizaram, na noite do último domingo, um novo panelaço e buzinaço contra as medidas do governo da presidente Cristina Fernández de Kirchner para o setor agropecuário.
O protesto ocorreu em bairros como Recoleta e Palermo, de classes alta e média, em Buenos Aires, capital do país, e ainda na cidade de Gualeguaychú, na província de Entre Ríos.
Durante quase meia-hora eles bateram panelas, pratos e garrafas de plástico vazias e ainda ergueram bandeiras.
Em Gualeguaychú, como em outros pontos da Argentina, não se permite a passagem de caminhões com grãos destinados às exportações – medida anunciada na quinta-feira passada pelos líderes de organizações agropecuárias, dentro de um novo estilo de protesto e que deverá durar até a próxima quinta-feira, dia 15 de maio.
Aumento de impostos
No sábado, em diferentes cidades do interior da Argentina, como Mar del Plata e Chascomus, na província de Buenos Aires, foram realizados tratoraços de pequenos, médios e grandes produtores. Erguendo a bandeira argentina e cartazes por el campo (pelo campo) eles foram aplaudidos por populares.
Os ruralistas reclamam contra o aumento de impostos, principalmente para as exportações de soja, e ainda as restrições para exportações de trigo e carne, entre outros produtos. O setor agropecuário é o principal motor da economia argentina.