Rio de Janeiro, 16 de Agosto de 2026

Argentina reabre processo de desaparecimento

Segunda, 08 de Setembro de 2003 às 21:26, por: CdB

A Suprema Corte da Argentina disse na última segunda-feira que reabriu os processos judiciais que investigavam o desaparecimento de uma sueca em Buenos Aires, no qual teria participado Alfredo Astiz, um dos símbolos da repressão ilegal no país durante a década de 1970.
As ações teriam sido arquivadas depois de terem sido aprovadas as leis de perdão a militares em 1986 e 1987.

Durante os processos judiciais originais se descobriu que a jovem sueca Dagmar Hagelin teria sido seqüestrada por Astiz, um ex-capitão da Marinha conhecido como o 'Anjo da Morte' e que foi condenado em Paris pelo assassinato de duas freiras francesas.

O processo da Suprema Corte argentina dá espaço a uma ação de Ragnar Hagelin, pai da jovem desaparecida, de reabrir o processo penal apesar de já ter aceitado uma indenização financeira dos Estado argentino em 2000.

Dagmar foi seqüestrada em janeiro de 1977 por forças de segurança argentinas e seu corpo nunca foi encontrado. A partir deste processo, as circunstâncias do desaparecimento da jovem sueca poderão voltar a ser investigadas.

A ditadura que governou a Argentina entre 1976 e 1983 seqüestrou, torturou e assassinou cerca de 30 mil opositores, de acordo com organizações de direitos humanos. Entretanto, para alguns militares que romperam o silêncio esse número não é superior a nove mil.

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