Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Argentina quer mais instituições para o Mercosul

Quarta, 07 de Julho de 2004 às 14:49, por: CdB

O chanceler argentino Rafael Bielsa pediu nesta quarta-feira o fortalecimento do Mercosul por meio de novas instituições, ao inaugurar a 16a cúpula de presidentes do bloco em meio a um conflito comercial entre seus dois maiores sócios.

No discurso, Bielsa pediu dar ao bloco "um maior contexto institucional". Participarão do encontro em Puerto Iguazú, na Argentina, os presidentes dos membros plenos do bloco, que são Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, além de Chile, Bolívia, Venezuela e México.

O governo argentino acredita que, apesar de o bloco regional continuar tentando ampliar suas fronteiras e estar negociando acordos com a Comunidade Andina de Nações, com a Índia, África do Sul e China, o coração do Mercosul carece de instituições que o consolidem como instituição política.

Bielsa acrescentou ser necessário "resolver a internalização das normas decididas no âmbito do Mercosul, definir um código aduaneiro comum, garantir a livre circulação de produtos, aumentar a coordenação macroeconômica e caminhar para a harmonização tributária".

Na segunda-feira, o governo argentino anunciou um novo sistema de licenças para frear as crescentes importações de fogões, geladeiras e lavadoras de roupa do Brasil, e aplicou uma alíquota de 21 por cento para os televisores originários da Zona Franca de Manaus.

O presidente mexicano, Vicente Fox, chega à cúpula com o objetivo de incentivar a entrada do país como membro não pleno no Mercosul, como já o são Chile, Bolívia e Peru.

Um membro não pleno usufruiu de tarifas preferenciais no comércio com os países-membros, mas não compartilha a tarifa externa comum.

Mas Fox tem o problema de que México não possui um acordo de livre comércio com o Mercosul, um dos requisitos para ser membro não pleno.

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