As maiores redes de supermercado da Argentina se comprometeram com o governo a prorrogar o congelamento dos preços de cerca de 300 produtos de consumo básico até o fim de 2007. O benefício se estenderá para além das eleições presidenciais de outubro do próximo ano, quando Néstor Kirchner tenta a reeleição. O novo compromisso é uma extensão do acordo de estabilidade de preços assinado em abril.
- Dessa forma, estamos retomando um caminho para renovar os acordos de preços, que nos trouxeram resultados muito bons - disse o secretário de Comércio Interno, Guillermo Moreno.
Outros setores devem fechar acordos de prorrogação semelhantes nas próximas semanas. O governo Kirchner decidiu adotar esta solução heterodoxa de controle de preços para combater a inflação, que subiu 12,3% em 2005. A medida parece ter contribuído para conter a escalada dos preços. As projeções indicam que inflação neste ano deve ficar na casa dos 10%. As prorrogação foi acertada numa reunião entre o próprio Kirchner, empresários do setor e o secretário Moreno na sede do Executivo argentino.
A extensão do acordo, que vencia no fim deste ano, foi assinado por diretores das redes Wal-Mart, Coto, Jumbo, Carrefour, Toledo, La Anónima e Leader Price, entre outros. As vendas nas redes de supermercados tiveram forte aumento este ano, chegando à marca de 12,8% em agosto. O consumo, assim como os salários, aumentaram. O crescimento ocorre em meio a uma fase de recuperação econômica, depois da crise que afetou o país em 2001 e 2002.