Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Argentina não deve descartar a possibilidade de romper com o FMI, diz Ferrer

Sábado, 05 de Março de 2005 às 08:28, por: CdB

Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, o professor de Estratégia Econômica da Universidade de Buenos Aires, Aldo Ferrer, disse que a Argentina não deve descartar a possibilidade de romper também com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

— A possibilidade de moratória com o Fundo está aberta porque em todas as negociações, quando duas partes negociam, a possibilidade de ruptura é sempre possível, pois se assim não fosse, se a Argentina se sentasse para negociar com idéia de que o acordo com o FMI é uma questão de vida ou morte, não haveria negociação. Haveria o que se chama de um contrato de adesão — explica.

Após comentar a renegociação da dívida anunciada pelo presidente Kirchner, o professor elogiou a postura independente do país para encontrar, à sua maneira e com os seus próprios recursos próprios, uma saída para a crise econômica do país. A adesão de 76,07% dos credores à troca de papéis da dívida pública da Argentina, estimada em US$ 81,8 bilhões, deixou para traz a moratória declarada há três anos, em dezembro de 2001. Leia abaixo o segundo trecho da entrevista.

Nos próximos dias, o comitê executivo do FMI se reunirá para examinar a situação da Argentina. O presidente argentino, Néstor Kirchner, se encontrará com o presidente do Fundo, Rodrigo Rato, no domingo (6), em Washington.

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