A Argentina selecionou o Barclays Capital, o Merrill Lynch e o UBS Investment Bank como as entidades que ajudarão o país a renegociar sua dívida em ''default'' com credores dos Estados Unidos e da Europa.
O anúncio foi feito pelo ministro da Economia, Roberto Lavagna, na noite de terça-feira.
``Hoje (terça-feira) assinaram em Nova York os três bancos que selecionamos para trabalhar com o governo argentino na reestruturação da dívida'', disse ele.
Segundo informações oficiais, a dívida nas mãos de credores dos Estados Unidos, Itália e Alemanha soma 48,9 bilhões de dólares. A dívida em ``default'' do país totaliza 88 bilhões.
A escolha dos bancos era esperada com ansiedade pelos credores, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo G7, que pressionam o país para acelerar o processo de reestruturação.
O ministro disse que ainda não assinaram com o governo os bancos que negociarão com os credores da Argentina: o estatal Banco Nación, o Francés --filial do Banco Bilbao Vizcaya Argentaria-- e o argentino Banco Galicia.
Lavagna afirmou que o processo de reestruturação no Japão é uma incógnita, porque os bancos daquele país não estão habilitados a participar desse tipo de operações.