Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Argentina: economista avalia sucesso da renegociação

Sábado, 05 de Março de 2005 às 07:51, por: CdB

A adesão de 76,07% dos credores da à troca de papéis da dívida pública da Argentina, estimada em US$ 81,8 bilhões, deixou para traz a moratória declarada há três anos, em dezembro de 2001. Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, o professor de Estratégia Econômica Argentina da Universidade de Buenos Aires, Aldo Ferrer, avaliou que o processo vivido pelo país nos últimos anos faz parte de uma:

— Divisão dos custos de um nível exagerado de dívidas, resultado das más políticas argentinas que foram respaldadas pelo FMI e pelos credores.

Para ele, o governo fez um "esforço muito grande" para completar uma negociação baseada apenas na sua avaliação da crise econômica e em seus recursos próprios.

— A Argentina traçou uma estratégia fundada na sua própria apreciação do problema e não pediu nada a ninguém. Funcionou com seus próprios recursos e, portanto, a posição negociadora do país foi forte. A Argentina já não está sujeita ao risco país e aos rumores do mercado, porque está funcionado essencialmente com seus próprios recursos — declarou o professor de Estratégia Econômica Argentina da Universidade de Buenos Aires, Aldo Ferrer, em entrevista à Agência Brasil.

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