A idéia do técnico José Pekerman de fazer uma aposta no ataque para garantir o quanto antes a classificação para as oitavas-de-final deu certo. Com triangulações e descidas pelas laterais freqüentes, a Argentina sufocou a Sérvia e Montenegro, fez 6 a 0 com belos gols, apresentou Messi e Tevez como opções definitivas da equipe e garantiu virtualmente a vaga para a próxima fase.
Com seis pontos no Grupo C, a Argentina pode garantir matematicamente a classificação ainda nesta sexta-feira, caso a Costa do Marfim não derrote a Holanda, que já havia vencido na estréia e pode também chegar aos seis pontos, o que deixaria marfinenses e a seleção de Sérvia e Montenegro sem chances de recuperação.
Preocupado em garantir a vaga o quanto antes, para não correr o risco de ver repetido o fiasco de 2002, quando a Argentina foi eliminada ainda na primeira fase mesmo depois de ter vencido o primeiro jogo -contra a Nigéria, naquela ocasião-, Pekerman decidiu fazer uma leve alteração tática que possibilitasse maior agressividade ao seu ataque.
A equipe funcionou, porém, independentemente da saída de Cambiasso para a entrada de Lucho Gonzalez, já que o substituto sofreu uma lesão muscular na coxa direita aos 15min do primeiro tempo, dando lugar justamente ao jogador que havia perdido a posição de titular.
A postura ofensiva demonstrada desde o início é que fez a diferença para a Argentina, que começou a partida forçando as descidas pelas laterais, estratégia que funcionou de forma mais efetiva da demonstrada pela equipe na primeira rodada, quando derrotou a Costa do Marfim por 2 a 1.
A peça-chave foi Maxi Rodríguez, jogador dos menos badalados da seleção argentina mas com participação decisiva no esquema de Pekerman, que deu mais equilíbrio ao time com a fixação de uma linha de quatro zagueiro que retraiu um pouco o posicionamento de Sorín e com uma linha de três meias -Mascherano, Cambiasso e o próprio Maxi-, que davam sustentação para as criações de Riquelme.
Confiante na boa apresentação da Argentina, Jose Pekerman se sentiu seguro para iniciar uma observação que deve se tornar cada vez mais freqüente: as entradas de Messi e Tevez, jogadores pedidos pela imprensa do país e por Maradona, ídolo maior do futebol local que já havia sugerido a escalação da dupla e que mais uma vez demonstrava toda sua empolgação nas arquibancadas da Veltins-Arena.
Recuperado de lesões, Messi apareceu para o quarto gol, quando disparou pela esquerda, se livrou de marcador e cruzou para Crespo, que marcou seu segundo gol na Copa, empatando na artilharia com outros nove jogadores.
O show não parava. Substituto de Saviola aos 13min do segundo tempo, o corintiano Tevez parece ter se recuperado do mal-estar que o afetou na véspera do confronto, quando ficou no hotel da delegação após vomitar.
Com seus dribles rápidos, Tevez conseguiu marcar o seu primeiro gol de Copa do Mundo aos 39, quando colocou a bola por baixo das pernas de um zagueiro, se livrou de outro com um toque curto e bateu em curva, no canto esquerdo de Jervic.
Para completar, a maior revelação argentina nos últimos anos, Messi também fez o seu, depois de receber um passe de Tevez, aos 43min. O jogador do Barcelona entrou sozinho e tocou na saída do goleiro.
Argentina aposta no ataque, brilha e humilha a Sérvia
A idéia do técnico José Pekerman de fazer uma aposta no ataque para garantir o quanto antes a classificação para as oitavas-de-final deu certo. Com triangulações e descidas pelas laterais, a Argentina sufocou a Sérvia e Montenegro e fez 6 a 0 com belos gols. (Leia Mais)
Sexta, 16 de Junho de 2006 às 09:11, por: CdB