A adesão final à oferta de reestruturação da gigantesca dívida da Argentina chegou a 76,07 %dos 81,836 bilhões de dólares em títulos em moratória, disse o ministro da Economia, Roberto Lavagna, nesta quinta-feira.
- Os mercados falaram e falaram com muita clareza aceitando de maneira muito clara a proposta do governo argentino - disse Lavagna em um ato na Casa de Governo ao anunciar o resultado da maior operação de troca de dívida da história.
Analistas esperavam uma taxa de aceitação entre 70 e 80%.
O ministro disse que o tamanho da dívida em relação ao Produto Interno Bruto caiu a 72% após a troca, considerando que a dívida pública está agora em cerca de 125 bilhões de dólares.
O país emitirá 35,238 bilhões de dólares em títulos novos para substituir a dívida em moratória de 102,500 bilhões de dólares (incluindo os juros vencidos), o que representa uma redução nominal do capital de 65,62%.
A oferta argentina garantiu a recuperação de cerca de 30 centavos por cada dólar do valor nominal dos bônus originais.
O ministro disse que o governo já recebeu ofertas para colocar novos bônus, e que no dia 18 de março serão divulgados os dados definitivos da operação.