O governo brasileiro pretende aproveitar a presidência temporária (por seis meses) do Mercosul, que assumirá nesta quinta-feira durante a 26ª reunião de cúpula do bloco, para impulsionar o plano de trabalho na área social, especialmente em saúde e educação.
Como os países do Mercosul enfrentam problemas similares no campo social, a idéia do governo brasileiro é unir forças em busca de soluções para problemas comuns, como o desemprego.
Além dos presidentes dos quatro países membros do bloco, também estarão na reunião de hoje os presidentes dos países associados do Mercosul: Bolívia, Chile e Peru. Os presidentes do México, Vicente Fox, e da Venezuela, Hugo Chávez, que participarão do encontro, aproveitarão para pedir a inclusão de seus países como membros associados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já se mostrou favorável ao ingresso dos dois países.
Os dois primeiros compromissos oficiais do presidente brasileiro durante a reunião de cúpula foram encontros, em separado, com os presidente Fox e Chavez. O presidente mexicano chegou a Puerto Iguazu no avião presidencial brasileiro e manteve reunião reservada com Lula durante a viagem. Já na cidade argentina, o presidente brasileiro se reuniu com Hugo Chávez para discutir questões bilaterais e o ingresso do país no Mercosul.
A reunião de cúpula dos países do Mercosul está prevista para começar às 10h. O presidente Lula será o último chefe de Estado a discursar, depois de receber do presidente argentino, Nestor Kirchner, a presidência pro tempore do bloco econômico.