Rio de Janeiro, 07 de Outubro de 2026

Área de tecnologia deixa de lado a crise e olha para o futuro

Dentro de cinco a 10 anos haverá mais tipos de câncer que serão evitáveis por meio de uma vacina. Com o uso de pés artificiais, as pessoas poderão escalar paredes no estilo do homem aranha. Robôs terão rostos como os dos seres humanos, capazes de transmitir emoções. (Leia Mais)

Domingo, 08 de Fevereiro de 2009 às 10:37, por: CdB

Dentro de cinco a 10 anos haverá mais tipos de câncer que serão evitáveis por meio de uma vacina. Com o uso de pés artificiais, as pessoas poderão escalar paredes no estilo do homem aranha. Robôs terão rostos como os dos seres humanos, capazes de transmitir emoções. Essa é apenas uma amostra da tecnologia que se vislumbra para o futuro na feira anual de Tecnologia, Entretenimento e Design (TED, na sigla em inglês), que atrai celebridades do mundo corporativo, científico e de Hollywood e é vista como um caldeirão de idéias e inovação.

Mas este ano o otimismo em relação ao futuro pode ter sido ofuscado de algum modo pela sombria realidade do momento - como financiar iniciativas embrionárias quando os mercados de capitais estão confusos e diminui o entusiasmo por investimentos de risco financeiro.

– Não é que as pessoas não estejam concentradas na crise financeira, mas este é um lugar para ser visionário. A TED nos ajuda a identificar as oportunidades estratégicas que estão mais próximas, em vez de soluções para problemas de amanhã – argumenta Martin Pazzani, empreendedor e presidente-executivo na Bluestone Partners de Beverly Hills, uma firma de private equity.

Nem todos compartilham dessa animada filosofia. O capital de risco se reduziu a gotas desde 2008, quando a crise financeira começou a castigar o Vale do Silício. Mesmo assim houve poucos debates públicos sobre a tempestade econômica que irrompe logo ali do lado de fora do centro de conferência em Long Beach, Califórnia, onde se realiza a feira. Os participantes preferiam discutir mudanças climáticas, robótica e a ameaça de novos vírus.

Com base no estudo de lagartixas, o biólogo Robert Full, da Universidade da Califórnia, e colegas da Universidade Stanford criaram um material adesivo que gruda em qualquer superfície lisa, seca. Full exibiu um vídeo que mostra uma mulher usando "pés artificiais de lagartixa" para escalar uma parede escarpada

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