Mais de 600 delegados em saúde e ciência e tecnologia esperam encontrar nos próximos dias alternativas que aproximem as atividades de pesquisa científica de ações que tragam benefícios para a saúde pública do País.
Os delegados participam, em Brasília, da 2ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, que foi aberta oficialmente na noite do último domingo pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, Gastão Wagner.
O secretário ressaltou que as pesquisas de saúde precisam se refletir em ações que reduzam as limitações da saúde pública brasileira. A intenção do governo, segundo o secretário, é criar um órgão vinculado ao Ministério da Saúde que administre os recursos e as ações de pesquisa científica nesse setor.
- Estamos mudando a política de ciência e tecnologia no Ministério este ano e em 2005. Precisamos criar uma organização para gerenciar os recursos - ressaltou.
O secretário revelou que, somente este ano, o Ministério triplicou os recursos aplicados em pesquisa científica. Os investimentos no setor, segundo Gastão Wagner, devem ser ainda maiores.
- Se o poder público não entra, se a pesquisa fica apenas com o setor privado, ela tende a tomar a lógica de mercado ou a lógica das corporações, que querem vender o seu produto e não necessariamente pensar no menor preço, no menor custo, no menor dano - disse.
Já o coordenador da Conferência e representante do Ministério da Ciência e Tecnologia, Reinaldo Guimarães, ressaltou que a maior expectativa para o encontro é garantir que as ações de ciência e tecnologia possam entrar de forma definitiva no Sistema Único de Saúde (SUS) e na reforma sanitária do País.
- É preciso que o Ministério da Saúde ocupe um lugar mais central nas atividades de pesquisa de saúde e que o próprio processo da reforma sanitária traga para si como um problema seu a questão da ciência, tecnologia e inovação em saúde - defendeu.
Área de saúde triplicou recursos para pesquisa
Segunda, 26 de Julho de 2004 às 00:21, por: CdB