O Arco Metropolitano, a mais importante obra viária dos últimos anos no Estado do Rio, torna-se, a cada dia, uma realidade. Enquanto as obras de construção devem começar em fevereiro de 2008, com duração de dois anos, em março vai se iniciar a elaboração do plano diretor do projeto, que ficará pronto em oito meses. O plano do governo do Estado é coordenar todos os planos diretores dos municípios envolvidos direta ou indiretamente com a rodovia com o objetivo de promover um desenvolvimento integrado da região.
O convênio de cooperação técnica para a elaboração do plano diretor do Arco Metropolitano, que contará com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no valor de US$ 1,27 milhão, foi assinado nesta quinta-feira, no Palácio Guanabara, pelo governador Sérgio Cabral e pelo o vice-presidente do banco, Otaviano Canuto. Também assinaram o documento o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Julio Bueno.
– Precisamos planejar todos os investimentos, demandas e potencialidades que serão geradas pelo Arco Metropolitano. A rodovia vai fazer a interseção com cinco rodovias federais, uma ferrovia e a ligação com vários pólos industriais de grande porte que estão sendo implantados na região e com o Porto de Itaguaí. O que isso significa? Uma estupenda valorização de toda esta área. Precisamos prepará-la para receber e aproveitar adequadamente este impacto – explicou Cabral.
Baseado neste raciocínio, o governador lembrou os danos enormes causados ao Estado e ao país pela mentalidade de se implantar grandes projetos e indústrias sem planejamento de suas conseqüências ambientais, urbanísticas e sociais. E citou especificamente a Linha 2 do metrô que, ao levar acessibilidade ao subúrbio da Zona Norte, causou, por falta de planejamento de sua repercussão no entorno, a explosão demográfica de comunidades carentes, surgindo complexos de favelas, como Alemão e Manguinhos.
– Que este trabalho seja feito com extrema objetividade, casado com a Secretaria de Obras, com as demais secretarias estaduais e com os municípios – pediu.
Sonhada há mais de 30 anos, a rodovia vai induzir ao desenvolvimento direto de vários municípios da Região Metropolitana do Rio e, por extensão, do Estado, do País e até mesmo da América do Sul. Foi o que destacou o vice-presidente do BID, Otaviano Canuto.
– Por isso, o banco sente-se satisfeito por participar do projeto, como também o faz em outras ações do atual governo, em quem deposita total confiança – completou Canuto.
O vice-governador, por sua vez, depois de apresentar o projeto do Arco Metropolitano, destacou que o plano diretor significa para os municípios uma oportunidade de adequar seus planos diretores à rodovia, essencial para o desenvolvimento dessas cidades.
– Com o plano, saberemos quais as áreas em que poderemos instalar indústrias, por exemplo. Recebemos constantemente empresários interessados em se instalar em algum ponto da futura rodovia – revelou Pezão.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno, espera publicar ainda este mês o edital de licitação que vai escolher a consultoria que irá elaborar o plano diretor.
– O plano diretor faz parte da estratégia de desenvolvimento econômico que estamos empreendendo no estado. Esta estratégia compreende ainda o fortalecimento das instituições permanentes de atração de investimentos, como a Investe Rio, que se transforma efetivamente em um banco de investimento, a Codin (Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro) e a Agência de Desenvolvimento do Rio (AD-Rio).
Segundo Bueno, o governo está integralizando recursos no valor de R$ 40 milhões à Investe Rio, cuja meta nos próximos anos é atrair capital privado. O secretário diz também que a Codin está sendo reestruturada e aparelhada para viabilizar grandes investimentos no Est
Arco Metropolitano vai ordenar crescimento da região
Quinta, 06 de Dezembro de 2007 às 12:41, por: CdB