Um dia depois da controladora ArcelorMittal anunciar cortes de produção para acompanhar a retração da demanda mundial, a unidade da empresa no Espírito Santo, ArcelorMittal Tubarão, anunciou que vai reduzir em 35% a produção de aço no Brasil, em linha com o corte mundial.
O laminador de tiras a quente da empresa vai funcionar com apenas 75% da capacidade, reduzindo a oferta no mercado doméstico.
Há um ano, a ArcelorMittal Tubarão havia inaugurado o seu terceiro alto-forno, após ter adiado por anos essa decisão. Na ocasião, o presidente da ArcelorMittal, Lakshimi Mittal, anunciou investimentos de 5 bilhões de dólares no Brasil até 2012.
- Essa redução da produção, iniciada ainda na primeira quinzena de setembro em função da desaceleração do mercado mundial de semi-acabados, foi acentuada nas últimas semanas devido à diminuição do volume de compras e postergação da entrega de pedidos por parte de nossos principais clientes internacionais - afirmou a ArcelorMittal Tubarão em um comunicado.
Para reduzir a produção, a empresa decidiu antecipar a parada programada de um dos três alto-fornos da companhia, o de número 2, prevista anteriormente para 2011.
- Será realizada de forma a permitir a retomada de sua capacidade de produção plena, assim que o mercado se recuperar - informou a companhia.
Além da parada do alto-forno, a ArcelorMittal Tubarão disse que vai operar "em marcha reduzida" os dois outros alto-fornos para atingir o corte de 35%.
Segundo a assessoria da companhia, as demais unidades da ArcelorMittal no Brasil ainda não definiram se também farão cortes.
A ArcelorMittal controla a ArcelorBrasil que, além de Tubarão, tem sob seu comando a ArcelorMittal Aços Longos, com unidades em Minas Gerais, Bahia e São Paulo; ArcelorMittal Vegas, em Santa Catarina, produtora de aços galvanizados; e a ArcelorMittal Inox Brasil, de aços especiais, que é diretamente controlada pela ArcelorMittal.