O presidente palestino Yasser Arafat reempossou nesta segunda-feira um chefe de segurança cuja substituição havia detonado tumultos na Faixa de Gaza, disseram autoridades. Abdel-Razek al-Majaideh foi renomeado para o posto de diretor de segurança geral para a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, substituindo Moussa Arafat, cuja nomeação ao cargo no último sábado detonou uma série de confrontos violentos entre homens armados e partidários de Arafat.
O rebaixamento de Moussa Arafat, primo do presidente, parece ser uma tentativa do líder palestino de acalmar a mais grave crise de liderança enfrentada por ele desde que voltou do exílio, há uma década.
Neste domingo, homens armados que se opunham à nomeação de Moussa - uma figura vista por muitos habitantes de Gaza como símbolo da corrupção na presidência palestina - combateram forças de segurança em confrontos que deixaram 18 feridos. Segundo as autoridades, Moussa Arafat permaneceria num importante cargo de segurança em Gaza e também manteria sua chefia nos serviços de inteligência militar.
Aumentando as tensões na região, uma bomba matou um importante líder do grupo guerrilheiro libanês Hizbollah em Beirute nesta segunda-feira, em um ataque atribuído pelo grupo a Israel, mas as autoridades israelenses não quiseram comentar o incidente.
Sob intensa pressão para se livrar da corrupção que abasteceu uma onda de protestos furiosos nos últimos dias, o gabinete de Arafat prometeu mais reformas além das anunciadas no último sábado.
"O presidente indicou que as medidas que ele vem tomando são os passos iniciais para resolver essas condições e consistem de mudanças no aparato de liderança de segurança e para impor um estado de controle e responsabilidade", informou o gabinete em um comunicado.