O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Yasser Arafat, criticou nesta terça-feira a "nova ordem" no Oriente Médio surgida com a queda do regime de Saddam Hussein e a ocupação americana do Iraque, informou a edição digital do jornal israelense Haaretz.
- Depois de os palestinos pagarem o preço pelo acordo Sykes-Picot original, pelo qual Israel nasceu, nos encontramos agora diante de um novo acordo deste tipo - disse Arafat, segundo fontes do jornal.
No acordo Sykes-Picot, de 1916, França e Grã-Bretanha dividiram a Síria, o Iraque, o Líbano e a Palestina. Segundo o jornal, o veterano líder palestino declarou que a luta de seu povo "não é apenas por seu próprio interesse, mas também pelo orgulho árabe, e os locais santos do Islã e do Cristianismo".
Além disso, Arafat criticou os "crimes diários" perpetrados pelas forças armadas israelenses na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, onde nesta terça-feira morreram um palestino e um israelense.
Paralelamente, segundo a rádio israelense, as Brigadas dos Mártires de Al-Aksa, braço armado ligado ao movimento nacionalista palestino Fatá, assumiu a autoria do ataque contra os passageiros de um veículo que circulava perto da cidade de Ramalá, na Cisjordânia. Na ação morreu Roi Arbel, de 30 anos, e ficaram feridos outros três israelenses.
Arafat critica 'nova ordem' após queda de Saddam
Terça, 13 de Janeiro de 2004 às 20:18, por: CdB