O presidente palestino, Yasser Arafat, disse, neste sábado, que a retirada do Exército israelense da Faixa de Gaza e da cidade de Belém não passa de uma "ação cosmética dos acordos para aplicar o Mapa do Caminho". Além disso, o presidente palestino rejeitou a sugestão de Israel de permitir que ele saia da cidade cisjordaniana de Ramala com destino a seus escritórios na cidade de Gaza, e acrescentou: - Isto significaria que poderia me movimentar de uma prisão para outra. O primeiro-ministro palestino, Mahmud Abas (Abu Mazen), pediu por diversas ocasiões a seu homólogo israelense, Ariel Sharon, que permita a liberdade de movimentos de Arafat, confinado na Mukata de Ramala desde dezembro de 2001. Por outro lado, a milícia Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, vinculada à Al-Fatah, reiterou neste sábado sua intenção de continuar com a "resistência" contra Israel, no aniversário do assassinato de dois de seus militantes, Jihad Al-Amarin e Wael Al-Nemra. Em um comunicado difundido neste sábado, as Brigadas, que são formadas por diferentes células, afirmaram que o comando Jihad Al-Amarin lançou várias granadas e bombas contra uma patrulha do Exército israelense na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, deixando vários soldados feridos. A nota também dizia que a milícia Mazen Abul-Wafa abriu fogo contra um veículo de colonos judeus na cidade cisjordaniana de Kalkilia, e que um colono "foi atingido". Além disso, o comunicado informou que as Brigadas continuarão com seus ataques suicidas até o fim da ocupação israelense, e que esses ataques serão a "resposta aos massacres do governo nazista de Ariel Sharon contra as milícias palestinas".
Arafat considera retirada de Israel uma "ação cosmética"
Sábado, 05 de Julho de 2003 às 13:55, por: CdB