O lucro líquido da Aracruz, maior produtora mundial de celulose branqueada de eucalipto, de R$ 595 milhões no segundo trimestre deste ano, foi beneficiado pelo impacto positivo da valorização do real frente ao dólar na parcela da dívida da companhia em moeda estrangeira. Essa variação gerou ganhos financeiros líquidos, conforme relatório que acompanha o balanço da companhia no segundo trimestre. O resultado foi registrado após a companhia ter apurado lucro líquido de R$ 262,1 milhões no segundo trimestre do ano passado.
De abril a junho, o resultado financeiro líquido da companhia, incluindo variação monetária e cambial, foi positivo em R$ 895 milhões, ante receita financeira líquida de R$ 241,9 milhões em igual intervalo de 2008 e despesa financeira líquida de R$ 50,3 milhões nos três primeiros meses deste ano. A geração de caixa medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) totalizou R$ 205,9 milhões de abril a junho, contra R$ 357 milhões em igual período de 2008. A margem Ebitda caiu de 40% para 26%.
A receita operacional líquida da Aracruz no segundo trimestre ficou em R$ 780,4 milhões, ante R$ 890,5 milhões em igual intervalo do ano passado, uma queda de 12%. A produção de celulose, incluindo a Veracel, joint venture entre a companhia brasileira e a sueco-finlandesa Stora Enso, totalizou 780 mil toneladas, com recuo de 1% frente ao volume produzido um ano antes. Já as vendas da matéria-prima cresceram 8% na mesma comparação, para 832 mil toneladas.