Arábia Saudita prende clérigo linha dura -- ativistas
RIAD (Reuters) - O clérigo saudita linha dura Youssef bin Abdallah al-Ahmed, conhecido por suas posições polêmicas sobre a sociedade da Arábia Saudita, foi preso na sexta-feira, disseram ativistas à Reuters no sábado.
Autoridades do Ministério do Interior não estavam imediatamente disponíveis para comentar o caso.
"O xeique foi preso na sexta-feira e agora está sendo interrogado pelas autoridades, talvez a razão seja porque ele pediu a libertação de prisioneiros políticos", disse um ativista baseado na Arábia Saudita.
O maior exportador de petróleo do mundo tem contado com donativos do governo de estimados 130 bilhões de dólares, quase 30 por cento de sua produção econômica anual, para reduzir o descontentamento entre a população cada vez mais jovem que poderia levar a uma contestação do status quo conservador.
Al-Ahmed foi preso em Dammam, capital da província oriental do reino, durante uma visita ao pai dele, disse outro ativista que mora na Arábia Saudita.
Conhecido por suas opiniões polêmicas e em geral extremistas sobre a sociedade saudita, Al-Ahmed pediu que a Grande Mesquita de Meca fosse demolida e reconstruída em uma forma circular para permitir a segregação de homens e mulheres.
O ex-professor da Universidade Imam Saud também fez campanha contra o emprego de mulheres.
Os ativistas afirmaram que Al-Ahmed pediu pela libertação de prisioneiros políticos em resposta aos apelos por ajuda das famílias dos presos.
Milhares de pessoas são mantidas nas prisões sauditas sem acusação formal e sem acesso a advogados, apesar da lei que limita a detenção sem julgamento a seis meses, afirmaram ativistas.
O rei Abdullah disse em um decreto emitido em março que a elite governante sunita não toleraria a dissidência e que a mídia deve respeitar os clérigos sunitas que supervisionam a aplicação da sharia, a lei islâmica, no Estado islâmico.
O decreto, aparentemente uma resposta aos levantes pró-democracia que varreram boa parte do mundo árabe, diz que a instituição religiosa liderada pelo Grande Mufti Xeique Abdul-Aziz Al al-Sheikh que é responsável por emitir as opiniões religiosas oficiais, ou fatwas, abriria novas seções em todo o país.
Reuters