Mais um militante muçulmano se entregou às autoridades sauditas aproveitando um mês de anistia concedida aos simpatizantes da Al Qaeda. A medida do governo saudita tinha por objetivo atrair os militantes que atacam ocidentais, alvos governamentais e instalações petrolíferas no reino.
A mídia estatal informou nesta sexta-feira que Fayez al-Khashman al-Dosari, o sexto militante a se entregar, rendeu-se na cidade saudita de Taif pouco antes da anistia expirar, na quinta-feira à noite.
Há 14 meses os partidários da Al Qaeda vêm financiando uma campanha de ataques suicidas contra estrangeiros, instalações do governo e contra a indústria petrolífera no maior exportador de petróleo do mundo. Cerca de 90 policiais e civis, muitos deles estrangeiros, já morreram.
Apenas outros cinco militantes se entregaram desde que o príncipe Abdullah ofereceu a anistia, no dia 23 de junho. Ele advertiu os militantes leais a Osama Bin Laden a aceitarem o perdão ou enfrentariam penas severas.
Entre os seis militantes que se entregaram, três o fizeram na Arábia Saudita, dois na Síria e um, Khaled al-Harbi, no Irã. Harbi aparece ao lado de Bin Laden em uma fita de vídeo louvando os ataques nas cidades norte-americanas de setembro de 2001.