Rio de Janeiro, 13 de Janeiro de 2026

Árabes tentam retomar plano de paz com Israel

Terça, 27 de Março de 2007 às 08:50, por: CdB

Ministro palestino das Relações Exteriores, Ziad Abu Amr disse, nesta terça-feira, que este era o momento para os países árabes e Israel acertarem um projeto de acordo, colocando fim a seus desentendimentos e recebendo amplo apoio da comunidade internacional.

Líderes árabes chegaram a Riad para participar de uma cúpula na qual deve ser relançada uma iniciativa de paz com Israel. Essa proposta oferece a normalização dos laços diplomáticos do Estado judaico com todos os países árabes em troca da retirada total dos territórios ocupados na Guerra dos Seis Dias (1967).

Israel já rejeitou esse plano, sugerido inicialmente em 2002, mas recentemente, junto com os EUA, mostrou um interesse renovado pela iniciativa.

- Este é o momento adequado para resolvermos o conflito árabe-israelense. Acho que, se os envolvidos mostrarem comprometimento, temos um bom plano, um plano capaz de garantir a paz e a segurança na região para todos - afirmou o chanceler palestino.

Os projetos de resolução a serem aprovados na cúpula dos dias 28 e 29 de março tratam principalmente do conflito árabe-israelense e parecem ter por meta convencer Israel a abrir negociações. Mas a iniciativa de paz sugerida é a mesma de cinco anos atrás.

O Estado judaico já deixou claro que não aceita algumas partes desse plano, entre as quais a devolução total das terras ocupadas em 1967 (incluindo Jerusalém Oriental) e a permissão de regresso para os refugiados palestinos.

O texto, sob outro ponto de vista, é encarado com certa cautela por grupos árabes militantes. Segundo meios de comunicação sauditas, Khaled Meshaal, líder do Hamas, pediu aos líderes árabes que não façam concessões a respeito dos refugiados palestinos.

- Meshaal apelou aos líderes árabes que se reúnem em Riad e pediu que adotem uma estratégia baseada no direito à legítima defesa - afirmou a agência de notícias SPA.

O Hamas deseja que os refugiados palestinos e os descendentes deles possam regressar para as terras de onde foram expulsos no final dos anos 40.

Laços com Israel

Um dos projetos de resolução cria um mecanismo de promoção do plano de paz que pode abrir caminho para que os países árabes sem laços com Israel inaugurem canais diplomáticos próprios, uma meta há muito almejada pelos EUA.

O texto da iniciativa de paz também evita a frase "direito de regresso" para todos os palestinos, algo a que o Estado judaico opõe-se veementemente. O projeto fala apenas sobre dar uma solução justa para a questão dos refugiados.

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