Nas próximas décadas, as mudanças climáticas terão efeitos indiscutíveis na saúde, como o aumento das alergias e doenças transmitidas por mosquitos, e o aumento de problemas intestinais ligados à falta de água.
De acordo com especialistas em clima e saúde, da Agência Sanitária do Meio Ambiente e do Trabalho da França, já é possível prever que o aumento das temperaturas durante o verão provocará um forte avanço da mortalidade entre as pessoas mais velhas.
Além disso, as ondas de frio serão mais intensas, inclusive mais mortíferas.
Alguns poluentes, como as partículas finas, também aumentarão, devido ao aquecimento global.
Os especialistas garantem que a poluição terá os mesmos efeitos dos picos de poluição atuais, que geram um aumento das doenças respiratórias, como bronquite e asma, e problemas cardiovasculares, assim como uma sensibilidade maior às infecções causadas por micróbios.
O aquecimento global provocará uma redistribuição da vegetação no território: por exemplo, a oliveira terá uma tendência de crescer melhor no norte.
Além disso, os períodos com muito pólen vão aumentar, o que provocará mais casos de alergias.
São previstos também outros problemas de saúde, como cânceres de pele, devido à intensificação dos raios solares, e o aumento das doenças como a febre tifóide ou a cólera, porque a água será mais escassa e mais contaminada.
O Observatório Nacional sobre os Efeitos do Aquecimento Global (Onerc) sugere algumas maneiras de combater esses efeitos das mudanças climáticas na saúde, entre elas umas supervisão maior dos agentes infecciosos e da qualidade da água e do ar.