Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

Aprovação de Dilma se recupera e passa de 30% para 36%

Depois de sofrer uma forte queda nos últimos meses, a popularidade da presidente Dilma Rousseff teve uma ligeira recuperação desde o final de junho, quando o país vivia uma onda de manifestações, informa uma pesquisa realizada pelo Datafolha e divulgada neste sábado.

Sábado, 10 de Agosto de 2013 às 19:18, por: CdB
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Dilma Rousseff gesticula durante reunião com os governadores para anunciar a criação de uma linha de crédito especial do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Palácio do Planalto
Depois de sofrer uma forte queda nos últimos meses, a popularidade da presidenta Dilma Rousseff teve uma ligeira recuperação desde o final de junho, quando o país vivia uma onda de manifestações, informa uma pesquisa realizada pelo Datafolha e divulgada neste sábado. A pesquisa, publicada no jornal Folha de São Paulo, mostra que 36% dos entrevistados consideram a gestão de Dilma boa ou ótima, contra um percentual de 30% alcançado na sondagem anterior, divulgada no final de junho. Em março, melhor momento da presidente, o índice chegava a 65%. A aprovação é maior entre os que ganham até dois salários mínimos (41%), e tem o menor índice entre os que ganham mais de dez salários (29%). O grupo que avalia a administração de Dilma como ruim ou péssima somou 22%, ante 25% na avaliação anterior do Datafolha. Aqueles que consideram sua gestão regular representaram 42%, avanço de um ponto percentual ante a última amostra. O desempenho do governo Dilma na área econômica também foi mais bem avaliada, com aprovação subindo de 27% para 30%. Apesar da melhora na avaliação, o otimismo em relação aos efeitos dos protestos caiu. No final de junho, 65% dos entrevistados acreditavam que as manifestações trariam mais benefícios do que prejuízos. Agora, este grupo caiu para 49% dos entrevistados. A pesquisa também mostrou que ficou praticamente estável a expectativa em relação ao aumento da inflação, que passou de 53% para 54%. O pessimismo com a inflação estava em crescimento desde dezembro de 2012. Há mais otimismo em relação ao emprego, segundo a pesquisa. Para 39%o dos entrevistados, o desemprego deve aumentar. Antes, este percentual era de 44%. A taxa de desemprego do Brasil surpreendeu em junho ao subir para 6%, marcando o sexto mês seguido que não cede e o patamar mais alto desde abril de 2012, ao mesmo tempo em que o rendimento da população caiu pela quarta vez seguida. Esse cenário ocorre num momento de falta de confiança em diversos segmentos da economia, em meio à recuperação da atividade que ainda patina. A inflação ainda preocupa. Em julho o acumulado em 12 meses era 6,27%, ainda perto do teto da meta do governo de 4,5%, mais tolerância dois pontos percentuais. O Datafolha ouviu 2.615 pessoas entre quarta e sexta-feira em 160 municípios. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.
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