Rio de Janeiro, 15 de Setembro de 2026

Apple vence Samsung na Coreia do Sul mas passa aperto na China

A Samsung Electronics perdeu nesta terça-feira sua ação para banir as vendas das versões antigas do iPhone e iPad da Apple na Coreia do Sul, depois que um tribunal descartou um processo alegando que a empresa norte-americana infringiu três patentes de celular da Samsung.

Quinta, 12 de Dezembro de 2013 às 12:47, por: CdB
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O processo era parte da batalha judicial mundial das gigantes de tecnologia que começou em 2011
A Samsung Electronics perdeu nesta terça-feira sua ação para banir as vendas das versões antigas do iPhone e iPad da Apple na Coreia do Sul, depois que um tribunal descartou um processo alegando que a empresa norte-americana infringiu três patentes de celular da Samsung. O processo era parte da batalha judicial mundial das gigantes de tecnologia que começou em 2011, quando a Apple processou a Samsung pela primeira vez por copiar a aparência e o jeito de seus icônicos iPhone e iPad.
Um juiz na Corte do Distrito Central de Seul disse que os produtos da Apple como o iPhone 4S, iPhone 5 e iPad 2 não violaram as patentes da Samsung sobre recursos de métodos de exibição de mensagens curtas e agrupamento de mensagens. A corte decidiu contra um banimento das vendas dos produtos e descartou o pedido de indenização de 100 milhões de won (US$ 95,1 mil) em danos.
Em um veredito separado em agosto do ano passado, a mesma corte condenou a Apple a pagar 40 milhões de won à Samsung em indenizações por infringir duas patentes de tecnologia sem fio da empresa sul-coreana.
Condições de trabalho
A Apple, no entanto, não teve tempo para comemorar a vitória na corte sul-coreana. Na manhã desta quinta-feira, precisou enviar especialistas de saúde à fabrica em Xangai da sua contratada Pegatron Corp, depois de um funcionário de 15 anos de idade morrer de pneumonia.
A Apple tem adotado várias medidas em resposta às críticas de que seus produtos seriam fabricados em condições parecidas com as de oficinas clandestinas após suicídios de funcionários na fornecedora Foxconn, em 2010. No ano passado, a empresa incumbiu a Fair Labor Association de investigar as fábricas de seus fornecedores.
"No mês passado enviamos especialistas independentes de saúde dos Estados Unidos e da China para conduzir uma investigação na fábrica. Apesar de não terem encontrado evidências de qualquer conexão (da morte) com as condições de trabalho na fábrica, nós temos consciência de que isso pouco serve como conforto às famílias que perderam seus entes queridos", disse a Apple em um comunicado.
O funcionário da linha de montagem, que morreu em outubro, usou a identidade de seu primo de 21 anos para se candidatar ao emprego. Por isso, a fábrica não sabia que ele era menor de idade, disse o porta-voz da Pegatron, Charles Lin.
A empresa de Taiwan, que monta iPhones e iPads mini da Apple, concluiu que a morte não teve relação com as condições de trabalho pois o funcionário fora contratado recentemente, acrescentando que o ambiente da linha de montagem não deveria causar uma doença como a pneumonia, afirmou Lin.
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