Apple processa Samsung, manda empresa parar de copiá-la
A Apple abriu um processo contra a Samsung Electronics alegando que a linha Galaxy de celulares e tablets copia "escancaradamente" os iPhones e iPads, de acordo com documentos judiciais, em uma ação que os analistas alegam ter por objetivo manter sua rival sob controle.
A Apple abriu um processo contra a Samsung Electronics alegando que a linha Galaxy de celulares e tablets copia "escancaradamente" os iPhones e iPads, de acordo com documentos judiciais, em uma ação que os analistas alegam ter por objetivo manter sua rival sob controle.
A Apple é um dos participantes de uma teia de processos judiciais entre diferentes fabricantes de celulares e produtores de software, e que envolve o controle de patentes usadas em smartphones. A briga judicial acontece em um momento em que rivais estão ingressando de forma agressiva nos mercados de celulares inteligentes e tablets, que a empresa norte-americana lançou com o iPhone e iPad.
Steve Jobs, o presidente-executivo da Apple, já criticou a Samsung e outros rivais em apresentações de novos produtos e debates sobre tecnologia. Analistas afirmam que a resposta da Samsung a esses ataques vem sendo modesta em parte porque a Apple foi a segunda maior cliente da empresa no ano passado, depois da Sony.
A Apple adquiriu cerca de 6,2 trilhões de wons (5,7 bilhões de dólares) em produtos Samsung em 2010, em sua maioria semicondutores, informa o balanço anual da empresa sul-coreana.
John Jackson, analista da CCS Insight, disse que a Samsung é a única concorrente real da Apple nos tablets, a esta altura. "Fica claro que eles não pretendem permitir que a Apple dispare nessa categoria", disse Jackson.
- O processo é um gesto simbólico da Apple, que encara com seriedade dos avanços dos rivais e está tentando impedir o progresso de seus concorrentes mais sérios - disse John Park, analista da Daishin Securities, em Seul.
- É improvável que a Samsung responda de maneira agressiva, já que a Apple é sua maior cliente no segmento de componentes - disse Park.
Para concorrer melhor com a Apple, a Samsung reformulou em questão de semanas o seu novo tablet de 10,1 polegadas, lançado em fevereiro, para torná-lo o mais fino da categoria, depois que a Apple lançou essa tendência com o iPad 2.
O mercado mundial de celulares inteligentes deve crescer em 58% este ano, e o sistema operacional Android ficará com 39% do mercado. A empresa de pesquisa Gartner estima que o mercado de tablets quadruplique, para 70 milhões de unidades.
O iPad vai continuar dominando o segmento de tablets, controlando mais da metade do segmento pelos próximos três anos, mas sua participação vai cair gradualmente no período, de 69% neste ano para 47% em 2015, sendo superado por aparelhos com Android.
Os produtos Galaxy da Samsung usam o Android, no entanto, as reclamações da Apple contra a gigante sul-coreana se concentram nos recursos de design da linha Galaxy, como ícones da tela, segundo o processo.
A ação aberta pela Apple, alega que a Samsung violou patentes da empresa e marcas registradas. "Este tipo de cópia escancarada é errado", afirmou a porta-voz da Apple, Kristin Huguet, em comunicado.
A Apple fez 16 queixas contra a Samsung, incluindo enriquecimento injusto, infração de marca registradas e violação de 10 patentes.
"...Samsung fez seus celulares e tablets Galaxy funcionarem e parecerem como os produtos da Apple por meio de infração desenfreada de patentes e estilo... Com essa ação, a Apple busca colocar um fim à conduta ilegal da Samsung e obter compensação pelas violações que ocorreram até agora", afirma a Apple nos documentos do processo.
Para Florian Mueller, especialista em tecnologia e escritor sobre disputas de patentes, "Dado o que está em jogo, eu creio que a Apple teria que fazer muito mais do que isso. A empresa teria que processar mais fabricantes de aparelhos Android e envolver mais patentes."
Enquanto isso, a Samsung enfrenta o desafio de se tornar mais que uma empresa de hardware, ágil na reprodução de ideias, para se tornar uma companhia mais criativa e mais competente em software, em uma época em que os aparelhos eletrônicos estão ficando cada vez mais espertos.
A companhia ainda precisa produzir o tipo de produto original, icônico e líder de mercado como as marcas i-series da Apple ou o Walkman, da Sony. Ou ainda, adotar as iniciativas em software que Google e Apple tomaram para enfrentar a Microsoft.
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