Apple chega a acordo amigável nos EUA sobre preços de e-books
A Apple chegou a um acordo amigável nos Estados Unidos em um processo sobre os preços de e-books na segunda-feira, efetivamente evitando um julgamento que envolveria mais de US$ 800 milhões em indenizações. A juíza distrital em Manhattan Denise Cote ordenou que as partes arquivem um documento para buscar aprovação do acordo em até 30 dias.
Em julho passado, uma corte federal concluiu que a Apple era responsável por conivência com as editoras depois de um julgamento separado
A Apple chegou a um acordo amigável nos Estados Unidos em um processo sobre os preços de e-books na segunda-feira, efetivamente evitando um julgamento que envolveria mais de US$ 800 milhões em indenizações. A juíza distrital em Manhattan Denise Cote ordenou que as partes arquivem um documento para buscar aprovação do acordo em até 30 dias.
Os termos do acordo, que ainda depende de aprovação da corte, não foram revelados.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos processou a Apple e cinco editoras em abril de 2012, acusando-as de trabalharem juntas ilegalmente para aumentar preços de livros eletrônicos.
Desde então, 33 Estados e territórios norte-americanos processaram separadamente a Apple em nome de seus consumidores, enquanto consumidores individuais de outros estados e territórios arquivaram uma ação coletiva.
Os requerentes pediam até US$ 840 milhões em indenizações para os clientes de e-books. O montante exato das indenizações deveria ser fixado em um julgamento marcado para 14 de julho.
As editoras -Hachette Book Group, HarperCollins Publishers, Penguin Group (EUA), Macmillan e Simon & Schuster- concordaram antecipadamente em pagar mais de US$ 166 milhões para acordar encargos antitruste.
Em julho passado, uma corte federal concluiu que a Apple era responsável por conivência com as editoras depois de um julgamento separado em um caso levantado pelo Departamento de Justiça dos EUA.
Gestores 'verdes'
A Apple, criticada no passado por emissões de gases do efeito estufa, uso de materiais tóxicos e a contratação de trabalhadores menores de idade, melhorou suas práticas e conseguiu avaliações melhores de grupos como o Greenpeace. Essas são boas notícias para fundos mútuos conscientes em relação ao meio ambiente que detêm fatias na Apple por outro grande motivo, ela gera dinheiro.
A fabricante do iPhone, a maior companhia de capital aberto do mundo em valor de mercado, adotou a uma série de políticas verdes como a reciclagem ampliada de produtos e o uso de energia solar em seus centros de dados. Para gestores que a tornaram uma favorita dos maiores fundos mútuos "verdes" acompanhados pela unidade Lipper da Thomson Reuters, as melhorias aumentam o apelo de um papel que subiu 15% neste ano, o décimo nono melhor do índice Standard & Poor's 100.
A confluência de um preço crescente e um desempenho ambiental melhor faz da Apple "aquela ação que você não pode ignorar", disse Anthony Tursich, gestor de portfólio sênior do Portoflio 21 Global Equity Fund de US$ 498 milhões, um fundo verde que comprou fatia na Apple em 2011 após a companhia começar a fornecer mais dados sobre emissões.
A empresa com maior participação na carteira de Tursich é o Google, que ele comprou apenas depois que a empresa teve progressos em energias renováveis, refletindo como as principais corporações norte-americanas estão adotando metas verdes, e como os fundos pulam sobre essas empresas quando elas começam a adotar tais medidas ambientais.
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