O aposentado Ênnio de Freitas, de 76 anos, não morreu na fila de um posto do INSS em Taguatinga, cidade-satélite do Distrito Federal, conforme foi divulgado anteriormente. Ele estava a caminho do posto quando sofreu o ataque cardíaco, foi socorrido por um soldado do Corpo de Bombeiros e levado para o Hospital Regional de Taguatinga, mas morreu no trajeto.
O aposentado tentaria, pelo segundo dia consecutivo, descobrir se tinha direito de requerer judicialmente a correção de seu benefício. Seu Ênnio já tinha estado na véspera no posto do INSS, mas passou a tarde na fila e não conseguiu ser atendido para obter as informações que precisava.
Um familiar chegou a contar que o aposentado estava indo se recadastrar no INSS, atendendo à determinação do governo federal. No entanto, a situação dele não se enquadrava na exigência do Ministério da Previdência, já que o aposentado tinha menos de 90 anos.
Este mesmo parente disse que, em função do mau atendimento no posto, Ênnio teria ficado nervoso e passado mal, vindo a morrer em seguida. Mas o aposentado sequer chegou a entrar na fila.
O aposentado, de fato, era um dos que tinham direito de entrar na Justiça Especial para pedir a correção da aposentadoria por causa de perdas na conversão para a URV, no início do Plano Real.
Ele estava aposentado desde dezembro de 1993. Nos postos do INSS, o aposentado tem de requerer um histórico dos benefícios para saber se teve perdas com a URV. O prazo para entrar com a ação no Juizado Especial termina no próximo dia 20.
Aposentado não morreu na fila do INSS no Distrito Federal
Quarta, 12 de Novembro de 2003 às 20:44, por: CdB