Rio de Janeiro, 05 de Setembro de 2026

Índios ainda ocupam canteiro de obras de hidrelétrica em MT

Os cerca de 300 índios que ocupam a entrada do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Dardanelos, na cidade Aripuanã (MT), aguardam uma reunião com representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai). Os índios aceitaram trocar os cerca de 100 trabalhadores mantidos reféns por cinco funcionários da empresa Águas da Pedra, responsável pelas obras.

Segunda, 26 de Julho de 2010 às 07:47, por: CdB

Os cerca de 300 índios que ocupam a entrada do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Dardanelos, na cidade Aripuanã (MT), aguardam uma reunião  com representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai). Na noite deste domingo, os índios aceitaram trocar os cerca de 100 trabalhadores mantidos reféns por cinco funcionários da empresa Águas da Pedra, responsável pelas obras. O local foi ocupado por volta das 5h da manhã. De acordo com a Funai, os índios reivindicam ações de reparação porque a hidrelétrica está sendo construída em cima de um cemitério sagrado. Já a empresa alega que os índios pedem condições sociais melhores, como acesso à educação e saúde, melhoria das estradas de acesso às aldeias e inclusão no programa Luz para Todos. A Águas da Pedra garante que o impacto ambiental da hidrelétrica será baixo e que os índios não seriam atingidos diretamente pela obra, uma vez que a aldeia mais próxima fica a 42 quilômetros de distância. A conclusão das obras da Usina Hidrelétrica de Dardanelos está prevista para o fim deste ano. Por meio de nota, a Funai confirmou que todos os 300 trabalhadores mantidos reféns já foram libertados e que não houve nenhum tipo de agressão. A Funai destacou ainda que chegou a fazer uma série de ressalvas no estudo de impacto ambiental, apresentado pelo grupo responsável pela construção da hidrelétrica. A empresa se comprometeu a entregar o Plano Básico Ambiental, com as compensações ou ações mitigadoras referentes ao impacto social provocado na região. A decisão ficou acordada em junho deste ano, e o documento final deveria ter sido entregue no último dia 22, o que não ocorreu. Para a Funai, o fato de os índios não saberem as compensações ou ações de mitigação provocou revolta e ocasionou a ocupação da hidrelétrica. Os índios são das etnias Cinta Larga, Arara, Kayaby, Apiaká, Zoró, Menkü e Enawenê-Nawê.

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