Rio de Janeiro, 15 de Janeiro de 2026

Após sequestro, milícia Talebã degola jornalista no Afeganistão

Um porta-voz do Talebã anunciou neste domingo que um jornalista do Afeganistão foi degolado pela milícia, depois que o governo do país se recusou a atender suas exigências para libertá-lo. O jornalista Ajmal Naqshbandi estava trabalhando como guia e tradutor para o repórter italiano Daniele Mastrogiacomo quando os dois foram seqüestrados, junto com um motorista, no dia 6 de março na província afegã de Helmand (centro-sul do país). (Leia Mais)

Domingo, 08 de Abril de 2007 às 15:20, por: CdB

Um porta-voz do Talebã anunciou neste domingo que um jornalista do Afeganistão foi degolado pela milícia, depois que o governo do país se recusou a atender suas exigências para libertá-lo. O jornalista Ajmal Naqshbandi estava trabalhando como guia e tradutor para o repórter italiano Daniele Mastrogiacomo quando os dois foram seqüestrados, junto com um motorista, no dia 6 de março na província afegã de Helmand (centro-sul do país).

Mastrogiacomo foi libertado em 19 de março, depois que o governo afegão atendeu exigências e libertou cinco membros do Talebã que estavam presos.

Mas a milícia, que já havia matado o motorista, continuou com Naqshbandi, exigindo a libertação de mais prisioneiros - o que não aconteceu.

O porta-voz do serviço de inteligência afegão, Saeed Ansari, confirmou a morte de Naqshbandi, que foi criticada pela ONU.

- Eu condeno por completo esse assassinato sem sentido e peço às autoridades que submetam os responsáveis à justiça -, disse Tom Koenigs, enviado especial das Nações Unidas no Afeganistão.

A milícia ainda tem em seu poder cinco médicos do governo e cinco pessoas que fazer serviço humanitário no país - dois franceses e três afegãos.

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, descartou qualquer outro acordo com o Talebã como o que foi feito para libertar o repórter italiano.

- (Mastrogiacomo) estava em uma situação especial e (isso) não será repetido novamente -, disse ele na sexta-feira.

- Não (haverá) mais acordos com ninguém e com nenhum país -, completou.

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