Por Camila Queiroz Jornalista da ADITAL 30/05/2011 às 19:43
Após retorno de Zelaya, Frente de Resistência anuncia criação de partido político.
Com a volta do ex-presidente Manuel Zelaya a Honduras, no último dia 28, a Frente Nacional de Resistência Popular (FNRP) confirmou ontem (29) a transformação da Frente em um partido político. Nos próximos dias, a FNRP iniciará o processo de coleta de assinaturas para solicitar ao Tribunal Supremo Eleitoral o reconhecimento da organização como partido apto a participar das eleições hondurenhas.
A criação do partido está respaldada pelo ponto seis do"Acordo para a Reconciliação Nacional e Consolidação do Sistema Democrático na República de Honduras?, assinado no último dia 22 por Zelaya e pelo atual presidente, Porfirio Lobo.
"Velar pelo cumprimento de todas as garantias que a lei concede para que a Frente Nacional de Resistência Popular solicite sua inscrição ante o Tribunal Supremo Eleitoral e participe democraticamente nos processos políticos eleitorais de Honduras?, dispõe o documento.Em entrevista coletiva, Zelaya disse que a FNRP se transformará em um bloco político tendo como exemplo a Frente Ampla, que governa o Uruguai desde 2005.
"A FNRP será uma frente ampla integrada por partidos políticos, sindicatos, professores, camponeses, patronatos, organizações civis e não-governamentais, sem que ninguém perca a identidade?, detalhou.
Sobre os próximos passos da organização política, Zelaya declarou que "estamos lutando politicamente para que dentro de dois anos a organização popular, com nova forma ideológica, de progresso, chegue ao poder?. Entretanto, considerou "prematuro? pensar nas eleições de 2013 e em possíveis acordos eleitorais.
De acordo com o porta-voz da Frente, Juan Barahona, em entrevista à TeleSur, o partido pretende alcançar "a tomada do poder pela resistência?. "Neste país a impunidade existe. Os golpistas estão no poder com o governo de Porfirio Lobo. Não baixaremos a guarda para exigir um castigo aos responsáveis do golpe de Estado, independentemente do acordo, nem esquecimento, nem perdão?, sublinhou.
Fim do exílio
Após quase dois anos de exílio, Zelaya voltou a Honduras e foi recebido por milhares de seguidores que foram até o aeroporto de Toncontín, em Tegucigalpa. O ex-presidente afirmou que seu retorno é uma "vitória da resistência e do povo hondurenho?. Disse ainda que o golpe de Estado foi um "fracasso das direitas da América Latina?.
Com informações de TeleSUR e Prensa Latina
URL:: http://www.adital.com.br/