Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Após noite de terror, Bélgica busca por mais extremistas islâmicos

As autoridades belgas informaram nesta sexta-feira que foram presos 13 suspeitos na série de operações antiterroristas lançadas na véspera em Verviers, no leste do país, e na capital Bruxelas e seus arredores.

Sexta, 16 de Janeiro de 2015 às 08:51, por: CdB
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Autoridades afirmam que investigações começaram antes dos atentados em Paris e descartam ligação entre os dois casos
  As autoridades belgas informaram nesta sexta-feira que foram presos 13 suspeitos na série de operações antiterroristas lançadas na véspera em Verviers, no leste do país, e na capital Bruxelas e seus arredores. Em entrevista coletiva, procuradores disseram que outros dois belgas foram presos na França. Em uma das operações, em Verviers, dois suspeitos de planejarem ataques terroristas foram mortos durante um tiroteio com a polícia. Segundo o porta-voz Eric van der Sijpt, o grupo formado pelos mortos e pelos detidos "estava prestes a executar ataques terroristas para matar policiais em vias públicas e delegacias". A polícia encontrou rifles do tipo Kalashnikov, explosivos, munição e uniformes da polícia que poderiam ter sido usados nos ataques. Não há ligação entre os suspeitos e os atentados em Paris da semana passada, segundo as autoridades. - Posso confirmar que começamos as investigações antes dos ataques em Paris - declarou Van der Sijpt. As detenções, afirmou, significam que "não apenas uma célula terrorista, mas também sua rede de apoio" foi desmantelada. Os dois suspeitos mortos na quinta-feira ainda não foram identificados, segundo o porta-voz.

Forças Armadas

O primeiro-ministro belga, Charles Michel, admitiu nesta sexta-feira, em Bruxelas, o recurso às Forças Armadas para aumentar a segurança, após a operação policial de combate ao terrorismo desta quinta. “O Exército estará disponível para reforçar nossos níveis de segurança”, disse Charles Michel, ao  lado dos ministros da Administração Interna e da Defesa. O primeiro-ministro apresentou um plano que prevê, além do "recurso ao Exército para missões específicas de segurança”, o agravamento das penas nas condenações por atos terroristas.

O Executivo belga prevê, ainda, manter em isolamento os presos condenados por terrorismo e tipificar como crime os deslocamentos de estrangeiros que tenham como finalidade a prática de atos terroristas. Também deverão ser aumentadas as possibilidades de cassação de nacionalidade. Entre as propostas está, ainda, a retenção temporária de cartões de identidade ou de passaportes. A polícia belga mantém o nível de ameaça elevado, mesmo após as operações antiterroristas desta quinta-feira terem sido concluídas. A operação antiterrorista desta quinta, quando duas pessoas morreram entre os possíveis “jihadistas” e 13 foram detidos, teve como obejetivo desmantelar uma célula terrorista e a respectiva rede logística, que planejava, segundo a procuradoria de Justiça, “matar polícias na via públicas”. Ação antiterrorismo Uma operação antiterrorismo na cidade de Verviers, no leste da Bélgica, resultou na morte de dois suspeitos e na prisão de um terceiro, afirmou o promotor público Eric van der Sypt nesta quinta-feira, em Bruxelas, confirmando relatos anteriores na imprensa local. Segundo ele, a polícia belga executou uma operação contra grupos jihadistas que se preparavam para cometer atentados em grande escala na Bélgica. A ação ocorreu no centro da cidade e não foram registradas vítimas entre as forças policiais ou entre a população. Van der Sypt declarou que os suspeitos abriram fogo assim que as forças policiais os encurralaram perto da estação de trem da cidade. "Os suspeitos imediatamente, e durante vários minutos, abriram fogo com armamento militar e pistolas contra as unidades especiais da polícia, antes de serem neutralizados", disse o promotor. Um terceiro suspeito foi preso. Segundo o promotor, os suspeitos formam um grupo de jihadistas que havia retornado há pouco da Síria e estaria planejando ataques a prédios da polícia. Van der Sypt afirmou que não há indícios de conexão direta com os ataques terroristas de Paris, cometidos na semana passada. Ele explicou que as operações realizadas nesta quinta-feira são resultado de uma investigação que vem acontecendo há semanas. "Nós ainda esperamos conseguir um bom número de detenções", disse. Testemunhas relataram à imprensa local que ouviram explosões e tiros perto da estação de trem. O portal de notícias La Meuse citou um policial não identificado dizendo: "Nós evitamos um Charlie Hebdo belga". A operação antiterrorista em Verviers era uma de um total de 12 realizadas pela polícia belga em todo o país, incluindo a capital Bruxelas e arredores. Verviers fica no leste da Bélgica, perto da fronteira com a Holanda e a Alemanha. No início desta quinta-feira, autoridades belgas confirmaram que estão analisando possíveis conexões entre um homem preso por comércio ilegal de armas na cidade de Charleroi, perto da fronteira com a França, e Amedy Coulibaly, autor do sequestro num mercado judaico que resultou na morte de quatro pessoas, em Paris. O homem preso alega que "queria comprar um carro da esposa de Coulibaly", disse Van der Sypt. "Neste momento, esta é a única ligação que nós temos com o que aconteceu em Paris", declarou, salientando que a Bélgica elevou o alerta de segurança nacional para o segundo nível mais alto.

Pessoas são mantidas reféns

Um homem armado se entrincheirou com reféns nesta sexta-feira numa agência de correios em Colombes, cidade francesa a noroeste de Paris. As informações são da polícia local, que disse que o homem tem uma "arma de guerra". Ele invadiu o estabelecimento um pouco antes do meio-dia (9h em Brasília). Ainda não há indicações que o episódio tenha a ver com os atentados terroristas da semana passada. Há informações de que o próprio invasor teria chamado a polícia e de que ele fala frases desconexas.  
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