Rio de Janeiro, 17 de Outubro de 2026

Após guerra, Rússia nega estar isolada

O chanceler Sergei Lavrov rejeitou na quarta-feira a idéia difundida por EUA e União Européia de que a Rússia teria ficado isolada por causa da guerra da Geórgia, que, segundo ele, foi plenamente justificada. As forças russas ocuparam a Geórgia no começo de agosto para proteger as repúblicas separatistas da Ossétia do Sul e Abkházia, cuja independência Moscou posteriormente reconheceu. A Geórgia havia enviado tropas à região para tentar recuperar seu controle, e o Ocidente acusou a Rússia de reagir com exagero.(Leia Mais)

Quinta, 25 de Setembro de 2008 às 07:50, por: CdB

 O chanceler Sergei Lavrov rejeitou na quarta-feira a idéia difundida por EUA e União Européia de que a Rússia teria ficado isolada por causa da guerra da Geórgia, que, segundo ele, foi plenamente justificada. As forças russas ocuparam a Geórgia no começo de agosto para proteger as repúblicas separatistas da Ossétia do Sul e Abkházia, cuja independência Moscou posteriormente reconheceu. A Geórgia havia enviado tropas à região para tentar recuperar seu controle, e o Ocidente acusou a Rússia de reagir com exagero.

Lavrov reiterou a uma platéia de acadêmicos, autoridades e jornalistas que Moscou simplesmente reagiu a uma agressão georgiana contra os ossetianos, e se mostrou perplexo com a dificuldade do Ocidente em compreender isso.

Antes, a secretária norte-americana de Estado, Condoleezza Rice, havia sugerido que a Rússia provocara seu isolamento ao invadir a Geórgia.

– A Rússia tem um pé no sistema internacional, na integração, e o outro pé fora. Esse na verdade não é um lugar muito confortável para estar – disse ela à CNBC.

Lavrov rejeitou essa idéia.

– Não nos sentimos nada isolados – afirmou.

– Tive mais solicitações de reuniões bilaterais durante a atual sessão (da Assembléia Geral da ONU, em Nova York) do que nos últimos anos – completou.

A Geórgia e alguns governos ocidentais acusam a Rússia de ter, na prática, anexado a Ossétia do Sul outra noção contestada pelo ministro.

– Não temos intenção de reivindicar o território de ninguém – disse.

Ele afirmou repetidas vezes que a Rússia só interveio para evitar um genocídio georgiano contra os ossetianos. Admitiu que Moscou cogitou um ataque preventivo contra a Geórgia, e especulou que isso teria salvado centenas de vidas na região separatista.

O ministro afirmou que a Rússia também pensou em criar um tribunal de crimes de guerra para julgar o presidente georgiano, Mikheil Saakashvili, a exemplo do que fizeram os EUA e o Iraque com relação ao ex-ditador Saddam Hussein.

Segundo ele, afinal a abordagem da Rússia foi "a única realista" reagir à agressão georgiana e invadir o país vizinho para destruir suas armas e evitar novos ataques.

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